Buscar compreender a cultura organizacional de uma empresa é tarefa que exige reflexão e vontade de conhecer melhor o seu local de trabalho. Assim, é possível criar laços profissionais mais profundos e melhorar a gestão de recursos humanos a cada dia.

Neste post, abordaremos a analogia do iceberg da cultura organizacional e como ela pode influenciar em sua empresa. Confira:

Iceberg da cultura organizacional

Para melhor compreender como funcionam as organizações – públicas ou privadas – podemos contar com uma analogia que coloca as principais questões do cotidiano organizacional em destaque para quem deseja refletir sobre seu ofício. Trata-se da visão do iceberg como projeção da cultura de uma empresa.

O que se busca nessa proposta é entender que toda organização possui estruturas hierárquicas e elas nem sempre deixam ver tudo o que acontece internamente, focando apenas em aparências e ideias superficiais. É comum nesse contexto que somente funcionários antigos conheçam a fundo os valores mais enraizados no cotidiano, para além do marketing e da publicidade.

Partes do iceberg

Primeiramente, um iceberg possui a parte pequena e visível na superfície da água, o que corresponde em uma organização aos artefatos práticos e facilmente identificáveis, que fazem parte do dia a dia da equipe. Estão nessa classificação fatos, como a forma de vestir, falar, organizar o ambiente físico e delegar tarefas comuns.

Quando o iceberg começa a imergir chega-se a um local que corresponderia aos valores da empresa professados por líderes de recursos humanos, que desejam difundir um ambiente de trabalho pautado em ideias positivas de colaboração e dinamismo.

É certo que nem sempre esses valores estão internalizados em cada colaborador, ficando por vezes apenas estampados em cartazes e repetidos em reuniões motivacionais, sem maiores resultados que modifiquem a forma deles agirem. Nesse ponto mediano, o iceberg significa valores criados especialmente para serem difundidos para clientes e concorrentes.

Na parte mais profunda do iceberg encontram-se as crenças enraizadas e inconscientes, que de forma involuntária, fazem com que a cultura da empresa ganhe uma feição clara e seja moldada diariamente pela ação de seus colaboradores sem maquiagem ou autodefesa.

Reflexão e mudança

Deixar de lado a reflexão crítica dessa formação cultural de uma organização tem efeitos prejudiciais. Líderes e liderados colaboram assim para criar uma imagem cristalizada da instituição, que pode não estar em sintonia com os valores alardeados nas reuniões. Esse descompasso precisa ser corrigido com o empenho de todos em reciclar valores estagnados e elevá-los a outro patamar.

Gerenciar a cultura organizacional é tarefa complexa, que exige saber o quanto a parte submersa do iceberg molda o que está colocado na parte visível. As manifestações culturais do ambiente interno das organizações precisam receber a atenção que merecem para que se possa modificar os pontos negativos existentes.

Mas a mudança não para por aí. Conhecendo os valores internos que de fato norteiam o dia a dia da organização é possível gerar um ambiente de trabalho onde há sintonia entre as relações produtivas e a imagem institucional que chega ao mercado.

Ricardo A. M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting, professor de programas de pós-graduação em conceituadas instituições de ensino, Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos e já atuou como executivo em grandes empresas como Ernst & Young Consulting; Wurth do Brasil; Unibanco; Daimler Chrysler.

E na sua empresa, como o modelo do iceberg pode ser aplicado? Deixe seu comentário contando sua experiência de trabalho!

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