O planejamento financeiro tem a ver com a gestão financeira empresarial. Ele se baseia no uso de elementos que ajudam a controlar e avaliar as finanças de um negócio, permitindo a tomada de decisão.

Um desses itens é o fluxo de caixa, considerado um dos mais importantes para o controle financeiro. Há, ainda, o uso de demonstrativos e indicadores, elaboração de orçamento e diversas questões do tipo. No final, o objetivo é planejar como gastar o dinheiro da melhor maneira possível.

Quando ele é mal feito, o resultado vem na forma de variadas consequências indesejadas. Por isso, veja, a seguir, o que acontece quando a gestão financeira empresarial não é feita corretamente.

Falta de visibilidade sobre as finanças

O controle financeiro de uma empresa tem como uma das funções principais o entendimento sobre como andam as finanças. Graças às ferramentas usadas, como o planejamento e o fluxo de caixa, é possível reconhecer quais são os pontos que exigem cuidados e como é o comportamento financeiro do negócio.

Quando o planejamento não é feito corretamente, não há uma série de elementos presentes. Não há orçamento, objetivos, ferramentas de controle e nem métricas de acompanhamento.

Como resultado, também deixa de haver visibilidade sobre essas questões. Ou seja, a empresa simplesmente não consegue compreender o que se passa no empreendimento, quais são as necessidades ou possibilidades financeiras.

Isso diminui a inteligência interna e gera efeitos em cascata, que vão além do setor financeiro do empreendimento.

Aumento das despesas e do endividamento

Quando a organização não tem visibilidade sobre os custos, ela também perde o controle sobre as finanças. Se isso não parece ser impactante, basta pensar que a falta de um orçamento significa que não há limites definidos para os gastos e nem uma distribuição de dinheiro.

Já quando o fluxo de caixa não é previsto no plano financeiro de uma empresa, não é possível entender a variação monetária que acontece ao longo do tempo. Assim, o estabelecimento pode achar que tem mais em caixa do que o valor que está disponível em determinado momento.

A tendência, portanto, é que aconteçam gastos sem que haja uma visão sobre o futuro. Com isso, o negócio gasta além do que gostaria e de uma forma muito menos estratégica.

O descontrole de finanças leva um aumento das despesas, em vez de seguir para a política da redução de custos. Além de comprometer a lucratividade, isso ainda aumenta o endividamento.

Menor disponibilidade para investimentos

Quando o negócio gasta mais do que gostaria ou do que deveria, um dos efeitos diretos é que há uma quantidade menor de recursos que fica disponível para investir.

Na hora de realizar qualquer melhoria, o processo sai intensamente prejudicado justamente porque não há recursos suficientes, devido ao endividamento em geral.

Porém, esse não é o único culpado. Ainda que haja algum dinheiro para investir, a inexistência de um programa de gestão financeira faz com que a tomada de decisão seja prejudicada.

Sem entender o ciclo financeiro e os resultados, é mais difícil reconhecer qual é a melhor oportunidade. Com isso, os recursos podem terminar sendo aplicados em opções menos interessantes.

Perda de oportunidades e de competitividade

Isso tem a ver, inclusive, com o aproveitamento de oportunidades. Sem ter dinheiro disponível e sem previsibilidade sobre o uso dos recursos, a falta de gestão financeira empresarial impede que determinadas chances sejam aproveitadas.

O negócio tem dificuldade, por exemplo, para se modernizar ou para fazer uma melhoria que gera impactos na qualidade do produto ou do serviço.

Assim sendo, o empreendimento desperdiça a chance de ser melhor, diferenciado e de sair à frente dos concorrentes. Com menor competitividade, perde robustez e a capacidade de posicionar no mercado como uma marca forte.

Comprometimento do crescimento

Fazer um negócio crescer exige mais do que apenas vender muito ou encontrar um número maior de clientes. É preciso financiar esse crescimento, para que ele seja sustentável.

Isso significa investir em estrutura, em treinamento corporativo, em pesquisa e em relacionamento com o cliente. Do contrário, cria-se uma bolha de desenvolvimento ou, simplesmente, o estabelecimento não consegue se tornar maior.

Porém, se não há controle financeiro, o empreendimento não terá a capacidade necessária para atingir esses resultados. Ainda que ela consiga se manter no mercado, ela não conseguirá escalar ou torná-lo cada vez mais lucrativo.

Já um bom plano financeiro de uma empresa constrói os alicerces necessários para que o empreendimento alce voos maiores.

Piora na resposta a imprevistos financeiros

Nenhum negócio está livre de sofrer com imprevistos financeiros. Pode acontecer de surgir um concorrente com um produto ou serviço que deixa a sua oferta obsoleta e diminui a demanda consideravelmente.

Também há chances de ocorrer uma crise financeira ou, simplesmente, de o mercado perder um pouco de fôlego em alguns momentos.

Nesse cenário, é importante ter tudo sob controle, de modo que o empreendimento consiga continuar navegando. Com um bom fluxo de caixa, por exemplo, é possível se antecipar às necessidades de pagamento ou reconhecer a inadimplência.

Assim, o negócio consegue se manter na ativa, ainda que com resultados piores. Como se trata de algo temporário, a robustez garante que ele cruze a dificuldade.

Sem as informações financeiras certas, esse cenário se transforma em apenas uma utopia. Já sendo difícil dar conta de crises e imprevistos com muito controle, sem a gestão financeira empresarial é praticamente impossível.

Com isso, a resposta a esses quadros sai muito prejudicada, evitando uma atuação rápida e precisa contra as ameaças.

Complicações ou encerramento do negócio

A pior consequência de um planejamento financeiro mal feito é, sem dúvidas, o encerramento das atividades. O negócio pode, simplesmente, deixar de dar lucros e se tornar desinteressante ou, como é mais comum, chegar ao extremo da falência.

O insucesso na investida de gestão e empreendedorismo tem como grande culpada a falta de conhecimento e de finanças organizadas.

Assim, todos os esforços são desperdiçados, pois a organização não consegue sobreviver em um ambiente competitivo e dinâmico se não tiver os recursos financeiros e intelectuais para isso.

A gestão financeira empresarial exige um bom planejamento financeiro ou a pior consequência é o encerramento do negócio. Portanto, para evitar, é indispensável ter um controle financeiro robusto e adequado.

Como anda esse elemento em seu empreendimento? Conte nos comentários e participe!

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