Programas de treinamentos corporativos são importantes para elevar a motivação dos colaboradores, melhorar seus resultados e ajudar a empresa a crescer. Para que isso seja possível, devem ser realizados da maneira adequada.

Porém, o que muitas vezes acontece é que esses treinamentos se tornam grandes falhas na realidade do negócio e acabam significando perda de dinheiro. Para entender mais sobre o assunto, veja a seguir porque esses programas falham muitas vezes.

O treinamento não é de qualidade

Para oferecer ganho de conhecimento e para agregar mais valor à equipe o treinamento precisa ter muita qualidade. Isso significa ter informações corretas, didáticas e que sejam atuais e relevantes para o mercado de atuação.

Se o treinamento é realizado internamente, a empresa precisa se dedicar à produção de um treinamento que realmente tenha um valor agregado bastante elevado. Se a gestão contrata uma empresa externamente, é fundamental contar com uma empresa reconhecida no mercado e com bons resultados em seu histórico.

Os conhecimentos não são relevantes para a realidade

Além de terem qualidade, os conhecimentos a serem transmitidos em programas de treinamentos corporativos precisam ser relevantes para o negócio. Se a intenção é capacitar uma equipe de vendas, não adianta trazer um programa de treinamento que não ajude na conversão dos clientes de maneira geral.

Com isso, é preciso analisar muito bem as necessidades dos colaboradores de modo a oferecer o conhecimento necessário. Em vez de fazer isso, entretanto, muitas empresas optam pelo uso genérico de programas de treinamento. O resultado é que na maioria das vezes a equipe acaba exposta ou a conhecimentos que já possui ou a informações que não fazem parte da sua realidade.

Prática e teoria não se alinham

Por falar na realidade dos colaboradores, o treinamento e a prática precisam estar alinhados. Não adianta, por exemplo, o setor de compras aprender sobre boas práticas de otimização e, na hora de colocá-las em prática, se deparar com regras completamente diferentes.

A gestão precisa se atentar a isso e oferecer toda a estrutura para que os colaboradores coloquem em prática seus conhecimentos. Se o treinamento é para que os vendedores usem o CRM corretamente, por exemplo, não faz sentido não garantir o acesso deles a essa ferramenta.

Os resultados não são analisados corretamente

Às vezes, não existe algo de errado com os programas de treinamentos corporativos ou com a forma como eles são oferecidos, mas há um errado de análise de resultados. É preciso, primeiramente, entender quais são os objetivos do negócio com o treinamento. Somente a partir daí é possível saber se um treinamento falhou ou não.

O mesmo treinamento pode ser considerado ótimo para uma empresa com um objetivo determinado e, ao mesmo tempo, péssimo para uma empresa que tem uma meta totalmente diferente.

Além disso, a análise precisa levar em conta que os resultados desses programas muitas vezes surgem no médio prazo, no mínimo. Com isso, nem sempre um treinamento falhou — às vezes, é questão da análise de resultados.

As falhas nos programas de treinamentos corporativos acontecem devido à realização de programas pouco relevantes ou com baixa qualidade, assim como pela falta de união entre teoria e prática. Além disso, muitas vezes a falha é, na verdade, um erro de análise dos resultados ou sua falta de acompanhamento.

Ricardo A. M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting, professor de programas de pós-graduação em conceituadas instituições de ensino, Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos e já atuou como executivo em grandes empresas como Ernst & Young Consulting; Wurth do Brasil; Unibanco; Daimler Chrysler.

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