A insatisfação dos profissionais do mercado é vigente, são vários os fatores que levam a esta situação, dentre os quais podem ser destacados salários e benefícios, falta de reconhecimento e clima organizacional. Mas de quem é a culpa dessa situação? Nessa hora, com certeza os funcionários atribuirão a culpa às corporações que atuam, e essas por sua vez responderão que é reflexo da falta de perspectivas dos colaboradores.

Com anos de experiência que tenho no mercado posso afirmar que na verdade os dois lados têm sua parcela de erro, muitas vezes vejo um erro em comum, falhas em relação aos planos de carreira. De um lado estão as corporações que não possuem ou não divulgam corretamente a possibilidade de desenvolvimento profissional, e de outro, os próprios colaboradores que não pararam para projetar o que querem e quais serão os passos para conquistar. Qual a solução para ambas as partes? Passar a levar esse tema mais a sério e planejar!

Para empresas

Para as empresas é necessário pensar em políticas de cargos e salários, dentre outras coisas que visam o desenvolvimento dos profissionais, como cursos, treinamentos e ambiente de trabalho. É certo que será muito mais simples fidelizar os potenciais, com boas projeções de remuneração e de crescimento profissional. Contudo, mais que isso, é imprescindível que tudo isso seja visível para o colaborador e de fácil entendimento, e que as políticas de recursos humanos desenvolvidas realmente sejam postas em prática, porque hoje não é mais possível iludir um profissional por muito tempo apenas com promessas, e mais, com uma reputação que não seja positiva para a empresa, com certeza a mesma será menos desejada. A elaboração de um bom plano de carreira para os colaboradores demanda tempo e estudos, pois não existe uma fórmula pronta, sendo preponderante levar em conta todos os pontos que levarão ao crescimento interno, como estudo, meritocracia, tempo de empresa, características de liderança, projeções de crescimento, dentre outros. A partir disso, diversas reuniões deverão ser realizadas entre a diretoria da empresa e a área de Recursos Humanos para pensar de forma estratégica sobre essa questão e criar parâmetros que realmente poderão ser objetivos para o desenvolvimento.

Para colaboradores

O primeiro passo é a realização de uma autoanálise, onde se deve refletir se realmente faz o que gosta. Recomenda-se que o profissional faça uma análise SWOT particular ou uma análise PFOA (Potencialidades, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças). Dessa forma, é possível analisar os pontos fortes e fracos e como eles impactam ao longo da carreira. Tendo em mente as qualidades e deficiências, chega-se a um passo decisivo, a definição de onde realmente se quer chegar. Nesse ponto, uma questão que causa muitos problemas para os profissionais é o imediatismo, ou seja, só se consegue pensar nos objetivos de curto prazo, o que ocasiona grandes frustrações.A técnica recomendada é um coaching pessoal para se equipar e se sentir realizado, além de obter equilíbrio na sua vida e alcançar as metas estipuladas.Além disso, é preciso procurar no mercado quais empresas proporcionam o que se espera profissionalmente, nessa hora é preciso pesquisar, ler, e, principalmente, conversar para ver quais expectativas de crescimento são oferecidas, como funcionam, se são efetivas e se vão de encontro com seus objetivos.

Outro ponto relevante é estar sempre atualizado com as tendências de mercado, será que você está realmente adaptado às exigências atuais? Não é hora de buscar uma maior qualificação? Não adianta só saber o que quer, é necessário também estar preparado para conquistar as metas.

Lembrando que alguns objetivos estão ao alcance das nossas mãos e dependem única e exclusivamente do nosso esforço pessoal. Mas nem tudo é assim, é provável que você coloque na sua lista uma meta que está atrelada a outra pessoa ou ainda a um objetivo que deve ser alcançado antes.

Lembrando que criar uma rede de networking é importante, pois isso proporciona contato com modelos de sucesso, permite a troca de informações e a atualização profissional. A probabilidade da sua grande oportunidade de emprego e carreira vir da sua rede de relacionamento é enorme.

O networking pode ser importante também em caso de necessidade de um plano alternativo de carreira, lembrando novamente da importância de não ficar engessado. Assim como planejar a carreira é fundamental, também é imprescindível que se tenha em mente que o futuro não é certo, porém podemos alcançar nossos sonhos com maior facilidade quando vamos em busca daquilo que desejamos.

Ricardo A. M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting, professor de programas de pós-graduação em conceituadas instituições de ensino, Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos e já atuou como executivo em grandes empresas como Ernst & Young Consulting; Wurth do Brasil; Unibanco; Daimler Chrysler.

E na sua empresa, como o plano de carreira pode ser aplicado? Deixe seu comentário contando sua experiência de trabalho!

DEIXE UMA RESPOSTA

*