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Com uma campanha lúdica e muita transparência, a SulAmérica
mudou de sede sem perder o ritmo de trabalho e com o apoio de suas
equipes
Por Denise Dweck
Mudanças,
de qualquer tipo, envolvem desafios. Para a seguradora SulAmérica, que
mudou de sede no Rio de Janeiro, em agosto de 2009, as dificuldades do
processo eram grandes. A companhia dependia da construção de um novo
edifício e tinha prazo para entregar o antigo prédio, onde trabalhavam
2 000 funcionários. Somava-se a isso o fato de a nova sede estar
localizada numa região com menos oferta de serviços e dúvidas sobre
segurança. A mudança física era acompanhada de uma mudança cultural.
Para garantir que o processo desse certo, a SulAmérica montou uma
estratégia de comunicação transparente, expondo as etapas da construção
do novo local de trabalho, e realizou campanhas para os funcionários se
desfazerem de objetos desnecessários.
O DESAFIO
Localizada
num prédio de 80 anos, com problemas de cabeamento e hidráulica, onde
funcionários de uma mesma área ficavam separados, a SulAmérica decidiu,
em 2007, que era hora de mudar. A troca não seria apenas física. Havia
uma relação emocional dos funcionários (cujo tempo médio de casa é de
oito anos) com o prédio. A antiga sede tinha ainda vantagens pela
localização. No burburinho carioca, era próxima a lojas, restaurantes e
oferecia várias opções de transportes — atrativos que o novo local não
possuía. Localizado na Cidade Nova, região no centro do Rio de Janeiro,
que fica deserta à noite, o novo endereço não agradou inicialmente.
“Havia um receio grande em relação à segurança”, diz Maria Helena
Monteiro, vice-presidente de recursos humanos. Mais do que isso, seria
necessário que cada funcionário se desfizesse de muitas coisas, já que
as novas estações de trabalho seriam menores. Era necessário convencer
os funcionários num prazo de dois anos de que a mudança seria positiva
para todos.
A SOLUÇÃO
Para que a
transferência ocorresse no prazo e fosse o menos dolorosa possível, a
SulAmérica decidiu fazer com que os funcionários acompanhassem todo o
processo, virtual e pessoalmente. Para isso, montou um núcleo, formado
por quatro pessoas, que comandou todas as etapas da mudança. A primeira
preocupação era manter os funcionários a par do que estava acontecendo
na nova sede. Fotos dos avanços da obra eram publicadas no portal da
empresa. A SulAmérica também se empenhou em mudar a imagem negativa da
nova região, organizando visitas guiadas, que podiam ser comentadas
pelos funcionários no portal. Toda crítica negativa ou questionamento
eram respondidos pelo núcleo. O tema segurança recebeu atenção
especial. A seguradora montou projetos sociais para desenvolver a
região no entorno da nova sede e buscou apoio da polícia local e da
prefeitura. “Nosso grande acerto foi não ficar na defensiva nem só
dizer que havia maravilhas. Mostramos os problemas e as soluções”, diz
Maria Helena. Havia ainda um outro problema a ser solucionado: a
quantidade de material que deveria ser eliminado. De forma lúdica, a
empresa fez duas campanhas. A Campanha do Desapego nasceu para que os
funcionários levassem para casa objetos que guardavam no escritório.
Havia, por exemplo, quem guardasse documentos pessoais de mais de 60
anos e até um aquário. A segunda campanha, chamada de Descarte,
procurava reduzir a papelada que não teria espaço na nova sede. Para
ajudar na empreitada, a SulAmérica contratou profissionais de
documentação que ensinaram a separar os documentos necessários dos
descartáveis. Em janeiro deste ano, a empresa iniciou a comunicação
sobre como seria a transferência, com reuniões para explicar o
processo. No total, foram dez levas de mudança, sempre nos fins de
semana.Conforme as equipes eram transferidas, mais comentários eram
escritos no site da empresa. Para dar as boas-vindas aos funcionários,
uma carta do presidente com a foto de cada colaborador estava à espera
na nova estação de trabalho.
O RESULTADO
Em
agosto deste ano, o novo prédio foi inaugurado, dentro do prazo e sem
multa. Uma pesquisa realizada na empresa mostrou que 94,8% dos
funcionários ficaram satisfeitos com o processo de mudança e 95,2%, com
a comunicação sobre o processo. A satisfação com a troca de sede em si
deve ser medida na próxima pesquisa de clima, em 2010. De todo modo,
reclamações sobre o novo prédio, que apareceram logo após o anúncio da
mudança, já não enchem mais a caixa de e-mail da área de recursos
humanos. A troca de prédio também não afetou o turnover da empresa, que
permaneceu no nível anterior à mudança.
RAIO X DA SULAMÉRICA
NEGÓCIO: SEGURADORA
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO BRASIL: 5 200
FATURAMENTO NO BRASIL EM 2008: R$ 7,7 BILHÕES EM PRÊMIOS DE SEGUROS
SEDE NO BRASIL: RIO DE JANEIRO (RJ)
Fonte: Você RH
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Em apenas seis meses, a rede varejista Magazine Luiza
selecionou, contratou e treinou um exército de 2 000 funcionários para
trabalhar nas 44 lojas que abriu em um único dia na Grande São Paulo
Por Ursula Alonso Manso
O
dia 22 de setembro de 2008 entrou para a história do Magazine Luiza. De
uma só vez, a rede varejista sediada em Franca, no interior paulista,
inaugurou 44 lojas na Grande São Paulo, marcando sua estreia no maior
mercado do país. A abertura simultânea das lojas — uma estratégia para
chamar a atenção do consumidor paulistano — exigiu uma operação de
guerra, que começou a ser preparada um ano antes e colocou a diretora
de gestão de pessoas, Telma Rodrigues, diante de um grande desafio:
contratar e treinar 2 000 funcionários. As consultorias de seleção e
recrutamento que dariam apoio ao processo foram escolhidas em março do
ano passado. E, seis meses depois, os novos funcionários estavam
prontos para recepcionar a clientela.
O DESAFIO:
Mais do que contratar um grande contingente de pessoas, o Magazine
Luiza precisava treiná-lo. Mas onde, na capital paulista, seria
possível ministrar treinamento para um grupo assim tão grande? Além
disso, Telma acreditava que o treinamento de 30 dias, normalmente
adotado pela empresa, seria pouco para atender o exigente consumidor
paulistano. Outra dificuldade era como fazer isso tudo sem perder a
cultura peculiar do Magazine Luiza, herdada de uma operação até bem
pouco tempo atrás interiorana. Nas palavras da diretora superintendente
da empresa, Luiza Helena Trajano, o principal desafio da rede é
“crescer sem perder a alma”.
A SOLUÇÃO:
Antes de começar a seleção dos novos funcionários, o Magazine Luiza fez
uma pesquisa com cerca de 5 000 pessoas que tinham o currículo
cadastrado no site da empresa. Enviou carta aos candidatos anunciando
que ia abrir lojas em São Paulo. “Criamos um hotsite em que os
candidatos se inscreviam para as vagas, faziam testes de conhecimentos
e comportamentais”, diz Telma. Somente os aprovados nessa fase
participavam das dinâmicas e das entrevistas, todas em um único dia. Os
que chegavam ao final do processo, mas não conquistavam a vaga,
recebiam uma carta e eram convidados a acessar novamente o hotsite da
empresa. Lá, podiam assistir a um vídeo em que Luiza Helena falava
sobre as qualidades do profissional do futuro e conferir dicas de Telma
sobre como elaborar o currículo ou como se portar em entrevistas. Para
ministrar o treinamento dos aprovados, o Magazine Luiza alugou o antigo
prédio da Universal Music, no bairro de Santana, na zona norte de São
Paulo. Com 4 000 metros quadrados, o espaço estava desocupado e tinha
tudo de que a empresa precisava: salas, refeitório e ambulatório. Os
dias de treinamento aumentaram dos usuais 30 para 60 dias. Desses, 15
dias foram dedicados ao treinamento teórico, para o novato entender a
cultura da empresa e aprender sobre os sistemas operacionais utilizados
e seus produtos, enquanto os outros 45 dias foram de treinamento
prático nas lojas da rede. Entre instrutores, monitores e
coordenadores, quase 70 profissionais participaram do treinamento
teórico, que foi dividido em três turmas. A primeira teve início assim
que a empresa selecionou os primeiros 700 funcionários. Enquanto
buscava outros profissionais, aqueles 700 já iam sendo treinados.
Durante duas semanas, eles assistiam a palestras e vídeos sobre a
história do Magazine Luiza e conheciam diretores da rede, que se
apresentavam de mãos dadas, uma marca da empresa (todas as
segundas-feiras, empregados das lojas e da administração dão as mãos
num culto espiritual antes de iniciar o expediente). Encerrado o
período de treinamento teórico, os recém-contratados foram enviados ao
treinamento prático.
O RESULTADO: Para
a divulgação das vagas, o Magazine Luiza criou uma verdadeira campanha
de marketing. As oportunidades foram veiculadas em peças publicitárias
em jornais, ganharam destaque na programação de TVs exibida em ônibus e
metrô e foram anunciadas por radialistas. Segundo Telma, o processo
seletivo exigiu um investimento de cerca de 7 milhões de reais. A
empresa recebeu nada menos que 120 000 candidatos — uma relação de 60
candidatos por vaga. Os funcionários contratados para as lojas da
Grande São Paulo passaram por 360 horas de treinamento, ante as cerca
de 200 horas que a empresa adotava até então. Os cuidados com a seleção
e o treinamento se refletiram já no dia da inauguração. A empresa não
revela números, mas é fato que as vendas do primeiro dia de atividade
das lojas paulistanas foram um recorde — para Telma, um reflexo do
trabalho de capacitação. Com a contratação de 2 000 funcionários, o
Magazine Luiza aumentou seu quadro de pessoal em quase 20%. A entrada
da rede no mercado paulistano significou um aumento de mais de 10% no
número de lojas na época, que agora totalizam mais de 452 unidades em
sete estados.
RAIO X DO MAGAZINE LUIZA
NEGÓCIO: VAREJO DE ELETROELETRÔNICOS, MÓVEIS, UTILIDADES DOMÉSTICAS E BRINQUEDOS
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO BRASIL: 12 500
FATURAMENTO NO BRASIL EM 2008: 3,3 BILHÕES DE REAIS
SEDE NO BRASIL: FRANCA (SP)
Fonte: Você RH
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O engenheiro José Antônio Furtado, de 47
anos, gerente de TI da Villares Metals, descobriu cedo que ter um
substituto é fundamental. Ele percebia que seu trabalho era valorizado,
mas sua promoção nunca chegava. Um dia resolveu questionar o chefe.
Como resposta, ouviu que era mesmo muito bom e que não havia ninguém
preparado para cumprir a função. Num primeiro momento, José Antônio fi
cou revoltado com a explicação.
Depois, decidiu apadrinhar
dois pares menos experientes e repassar o conhecimento que tinha. Em
oito meses, deixou os pupilos prontos para seu lugar, foi promovido e
assumiu uma equipe com 12 pessoas. “Aprendi que para crescer também é
importante ter na empresa gente boa e com visibilidade para colocar no
seu lugar”, diz. Preparar ao menos duas pessoas para o posto virou
hábito para José Antônio. Hoje, como gerente de TI de uma equipe de
nove profi ssionais, o engenheiro lança grandes desafi os para que
todos estejam preparados para assumir cargos maiores.
Encontrar
sucessores é uma tarefa que as empresas não cumprem. Segundo a
consultoria Hay Group, só 42% das companhias brasileiras possuem um
processo formal para identifi car líderes e só 17% têm um número sufi
ciente de profi ssionais capacitados dentro de casa para assumir
posições em aberto. Como a empresa nem sempre cumpre sua parte, o profi
ssional precisa assumir a responsabilidade por formar os próprios
sucessores — e assim se habilitar a uma promoção. “Cada um é
responsável por melhorar sua empregabilidade e mostrar isso ao chefe e
à empresa”, diz Edson Carli, sócio da consultoria GDT, com sede em São
Paulo, que ajuda empresas a identifi car e treinar seus talentos. Foi o
que fez Mônica Beckert, de 46 anos, que assumiu no mês passado o posto
de executiva de fi nanças da Volvo do Brasil, que tem sede em Curitiba,
no Paraná. Para se destacar, ela, que entrou na empresa como
secretária, sempre pedia ao chefe tarefas que ultrapassavam as
atribuições do cargo. “Mostrar meu trabalho e compartilhar meus
objetivos com os superiores foi a receita para ter sido a escolhida”,
diz.
“Sempre me preparei para o surgimento de oportunidades e
agora procuro estimular meu time a fazer o mesmo”, completa. Deixar
alguém pronto para assumir seu lugar (e ainda se preparar para posições
mais altas) requer dedicação e pode levar de um a dez anos, dependendo
do cargo. Se ao olhar para sua equipe você não vir sucessores, é hora
de agir. A regra vale mesmo para quem não ocupa um cargo de gestão. A
seguir você confere dicas para identifi car e desenvolver um sucessor e
também para entrar de vez na lista dos escolhidos do chefe.
COMO PREPARAR UM SUCESSOR
1.
Identifique o profissional necessário para a empresa. Veja quem tem as
competências que mais casam com o modelo de negócio da companhia. Olhe
também num horizonte de até cinco anos, para garantir que o perfil do
profissional ainda valerá à empresa no futuro.
2.
Escolha pelo menos dois profissionais. Colocar todas as fichas em
apenas uma opção é arriscado. Você pode errar na escolha ou perder seu
escolhido no meio do caminho.
3.
Veja quem se destaca no time. Não olhe só números, porque eles não
garantem sucesso. A entrega de resultados é importante, mas também é
preciso potencial para assumir outros cargos. Em três anos, é possível
ver esse profissional duas posições à frente da atual?
4.
Dê pequenos desafi os. Delegue tarefas da sua função: man de-o a
reuniões importantes, coloque-o como substituto durante suas férias e
repasse a coordenação de projetos da área.
5.
Pense antes de comunicar o nome do escolhido aos outros. Isso pode
causar uma competição desnecessária e impactar na produtividade da
área. O sucessor certo deve ser capaz de, sozinho, emitir os sinais e
ser legitimado pela equipe.
COMO ENTRAR NO RADAR DO CHEFE
1.
Seja responsável pelo seu sucesso. Delegar o rumo da carreira ao chefe
ou à empresa é metade do caminho para o fracasso. Quem não gerencia a
própria carreira se mostra despreparado a gerenciar equipes e negócios.
2. Traga resultados.
Esse é o ingresso para entrar na lista dos escolhidos pelo chefe. Além
disso, com um bom desempenho, você consegue condições melhores na hora
de plei tear uma promoção com o chefe.
3.
Defina e compartilhe seus objetivos. Assim, você terá mais clareza na
hora de traçar uma estratégia e poderá contar com a ajuda dos outros
para chegar lá. Peça feedback e dicas para o chefe e outros
profissionais experientes. Isso dará uma pista das suas chances e de
como se preparar para desafios maiores.
4.
Mostre-se. É preciso saber valorizar e expor seu “produto” da forma
correta e às pessoas certas. Mostre ideias, coordene projetos e assuma
mais riscos. Isso vale também com seus pares, já que é fundamental ter
o respeito deles para assumir a posição de chefe.
5.
Acompanhe seu progresso. Se preparar para assumir o lugar do chefe (ou
qualquer outro cargo) deve ser encarado como um projeto. Para isso,
crie métricas para acompanhar seu progresso e corrigir possíveis
desvios.
Fonte: Você S/A
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Profissionais mais ágeis e adaptáveis às mudanças se destacam e garantem posição no mercado.
O mundo corporativo enfrenta um ritmo cada vez mais intenso de mudanças – isso já não é novidade para ninguém e, todos nós, de uma forma ou de outra, já fomos protagonistas ou coadjuvantes deste momento.
Agora, como estar preparado para não ser “atropelado” por este ritmo frenético é que fará a diferença para o profissional do futuro (ou seria do presente?). Atualmente, os tempos verbais perderam a importância. Presente confunde-se com o futuro e, se queremos nos manter no mercado, temos que vivenciar também o amanhã. Estudos mostram que a quantidade de novas tecnologias tem dobrado a cada dois anos. Isso significa trabalhar planejando, organizando e traçando o futuro da sua carreira.
Diante desse cenário, é natural que haja mudança nos perfis, uma vez que o ‘profissional do futuro’ precisa trazer resultados esperados em um mercado cada vez mais imprevisível. É imprescindível a busca constante pela atualização, educação continuada e o autoconhecimento - saber suas habilidades, competências, pontos fortes - para maximizar suas potencialidades e, desta forma, trazer os resultados condizentes com a empresa. Podemos destacar algumas competências:
- Leitura de contexto e tendências;
- Priorizar os desafios;
- Saber gerir mudanças;
- Ter flexibilidade para enfrentar novos desafios;
- Trabalhar em equipe.
Além disso, a capacidade de relacionamento também é valorizada em ambientes multiculturais e de muita pressão. É por isso que muitas vezes uma experiência no exterior pode valorizar um profissional, pois ele esteve exposto a diferentes culturas e padrões de comportamento. Cultivar, constantemente, a inteligência emocional é fundamental, pois alia a capacidade de se motivar e persistir diante de frustrações, procurando conhecer e lidar com as próprias emoções.
Quando se trata de uma transição de carreira é fundamental realizar o levantamento das atividades desenvolvidas e resultados alcançados para valorizar as próprias competências, capacidades e habilidades adquiridas. Com o resultado desse levantamento, o profissional prepara-se e se posiciona corretamente no mercado, apresentando-se mais maduro e adaptável aos novos desafios, pois tem gerência sobre as suas competências, sabendo assim explorar as características pessoais e profissionais que lhe trarão mais exposição e eficiência.
Uma competência valorizada é o autodesenvolvimento: o profissional que alia suas ações de desenvolvimento às demandas da organização e ao mercado tem maiores chances de obter sucesso em sua carreira. É papel de cada profissional buscar aquisição e consolidação de conhecimentos, além de manter-se capacitado para assumir novos desafios.
É fundamental exercitar a capacidade analítica e o raciocínio lógico e estratégico para conseguir acompanhar as mudanças que ocorrem no mercado e dentro da organização; ler o contexto organizacional e do mercado, traçar cenários e se predispor a agir focado nos resultados com foco na superação constante.
Para finalizar, a administração pós-crise se completa com a solicitação de feedback constante para o aprimoramento das competências requeridas. Assim você se capacita a entregar resultados superiores.
Por Karin Parodi (diretora da Career Center, consultoria especializada em gestão estratégica de Recursos Humanos e Outplacement).
Fonte: HSM Online
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Vivemos
numa sociedade em mudanças e num momento excitante para as
organizações. A sociedade percebe que a Qualidade de Vida e a Saúde são
ativos importantes, envolvendo dimensões física,intelectual, emocional,
profissional, espiritual e social. Práticas inadequadas no ambiente de
trabalho geram impacto negativo na saúde física e emocional dos
empregados e na saúde financeira das empresas. Baixa motivação, falta
de atenção, diminuição de produtividade e alta rotatividade criam uma
energia negativa que repercute na família, na sociedade e no sistema
médico. Segundo Domenico de Masi, vivemos e trabalhamos numa sociedade
do futuro, mas continuamos a usar os instrumentos do
passado.Felizmente, para algumas empresas inovadoras e conscientes,
este cenário não faz parte de sua realidade atual. As dez melhores
empresas para se trabalhar (Guia Exame 2001) transformaram o ambiente
de trabalho e a Saúde emocional e física em vantagem competitiva, tendo
plena convicção estratégica de que quanto mais eliciar satisfação, mais
retorno terão em produtividade, criando assim a visão de uma
organização mais privilegiada, competitiva e equilibrada.
Definição:
Segundo a Organização Mundial da Saúde, Qualidade de Vida é um conjunto
de percepções individuais de vida no contexto dos sistemas de cultura e
de valores em que vivem, e em relação a suas metas, expectativas,
padrões e preocupações.
Objetivos
Programas de saúde é a ciência e a arte de ajudar pessoas a modificar
seu estilo de vida em direção a um ótimo estado de saúde, sendo esta
compreendida como o balanço entre a saúde física, emocional, mental,
social e espiritual. (american journal, 1989).
Os programas de Saúde e QV objetivam facilitar mudanças no estilo de
vida, combinando ações e campanhas para consciência, comportamento e
envolvimento, que suportem suas práticas de saúde e previna doenças.
Qualidade de Vida no Trabalho
O propósito de um programa de Qualidade de Vida ou Promoção de Saúde
nas Organizações é encorajar e apoiar hábitos e estilos de vida que
promovam saúde e bem estar entre todos os funcionários e famílias
durante toda a sua vida profissional.
Um programa de Qualidade de Vida existe para gerar estratégias com o
intuito de promover um ambiente que estimule e dê suporte ao indivíduo
e à empresa, conscientizando sobre como sua saúde está diretamente
relacionada à sua qualidade e produtividade.
Não é suficiente ter em mente mudar relevantemente o estado de saúde
dos profissionais mas também encorajá-los a cuidarem e gerenciarem sua
própria saúde, adquirindo um ganho substancial na sua satisfação e
crescimento, assim como no aumento de produção e redução de custos para
a empresa
Benefícios
Melhoria da produtividade
Empregados mais alertas e motivados
Melhoria da imagem corporativa
Menos absenteísmo
Melhoria das relações humanas e industriais
Baixas taxas de enfermidade
Melhoria da moral da força de trabalho
Redução em letargia e fadiga
Redução de turnover
Missão Estratégica
A missão estratégica de um programa de Qualidade de Vida canaliza seus esforços para alcançar os seguintes resultados:
• Aumentar os níveis de SATISFAÇÃO E SAÚDE do colaborador/ consumidor/ comunidade. (Força de trabalho mais saudável)
• Melhorar o CLIMA ORGANIZACIONAL (ambiente, relações e ações saudáveis)
• Afetar beneficamente no processo de FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO humano, agregando competências (capacidade e atributos)
• Influenciar na diminuição da PRESSÃO NO TRABALHO e do DISTRESSE
individual e organizacional (Menor absenteísmo/rotatividade; Menor
número de acidentes)
• Melhorar a capacidade de DESEMPENHO das atividades do dia-a-dia. (Maior produtividade)
As dimensões da Saúde Integral e Qualidade de Vida
Para efeitos didáticos, dividimos a Saúde em Seis Dimensões: FÍSICA, EMOCIONAL, INTELECTUAL, PROFISSIONAL, SOCIAL e ESPIRITUAL.
Estas dimensões facilitam a consciência e o desenvolvimento da saúde
integral, assim como a possibilidade de se ter uma visão sistêmica e
seu posterior equilíbrio e expansão, pois sabemos que na vida sempre
estamos buscando uma inter-relação harmoniosa dos vários aspectos e
dimensões do ser humano.
Desde que o mundo exigiu novas e complexas interações em termos de
excelência em relação à produtividade e a qualidade dos serviços
prestados, estamos tendo que constantemente se adaptar à todos estes
estímulos, comprometendo de alguma forma nosso aprendizado e saúde.
Afina de contas, se sentir mal no tempo e no espaço não é mais
privilégio de nenhum astronauta. O psiquiatra Carl Gustav Jung dizia
que se as coisas vão mal no mundo, algo deve estar mal comigo. Assim
seria sensato, em primeiro lugar, ficar bem. Viver uma vida vibrante e
feliz, na qual se utiliza o máximo que possui, com enorme prazer é um
objetivo de vida. É o que dá qualidade à vida.
Eduardo Carmello
Fonte: RH Portal
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"O empregador não pode interferir na esfera privada no empregado. Quando faz isso e contrata em razão de eventual certidão que seja apresentada, temos uma questão de discriminação. É uma situação irregular, em que a honra é afetada e dá direito a indenização por danos morais", avalia Valdirene.
Não há regra expressa na Constituição e na Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) sobre a contratação de funcionários que tenham
o chamado "nome sujo". Somente para os bancários há
previsão legal de demissão por justa causa em caso de inadimplência.
O promotor e supervisor de vendas Alfredo
Francisco Lopes, de 42 anos, está há um mês desempregado e acha
que não consegue emprego por causa da inadimplência.
"Um amigo que é subgerente de uma empresa viu meu currículo,
achou minha qualificação boa, mas disse que o fato de eu estar
devendo pode me prejudicar."
O promotor diz que entrega em média 20 currículos
por dia em supermercados, estabelecimentos comerciais e para
representantes comerciais no Rio de Janeiro.
"O departamento de recursos humanos costuma puxar o CPF
e aí vê que está endividado", diz. Ele conta que a empresa
onde seu cunhado trabalha não quis empregá-lo porque constatou
que ele estava "com o nome sujo".
"As empresas poderiam contratar a pessoa
endividada e dar um período para ela limpar o nome",
sugere. “Sem conseguir emprego, como fazer para pagar?”,
questiona. Lopes disse que ficou inadimplente após emprestar
dinheiro a um
a Valdirene.
Não há regra expressa na Constituição e na Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) sobre a contratação de funcionários que tenham
o chamado "nome sujo". Somente para os bancários há
previsão legal de demissão por justa causa em caso de inadimplência.
O promotor e supervisor de vendas Alfredo
Francisco Lopes, de 42 anos, está há um mês desempregado e acha
que não consegue emprego por causa da inadimplência.
"Um amigo que é subgerente de uma empresa viu meu currículo,
achou minha qualificação boa, mas disse que o fato de eu estar
devendo pode me prejudicar."
O promotor diz que entrega em média 20 currículos
por dia em supermercados, estabelecimentos comerciais e para
representantes comerciais no Rio de Janeiro.
"O departamento de recursos humanos costuma puxar o CPF
e aí vê que está endividado", diz. Ele conta que a empresa
onde seu cunhado trabalha não quis empregá-lo porque constatou
que ele estava "com o nome sujo".
"As empresas poderiam contratar a pessoa
endividada e dar um período para ela limpar o nome",
sugere. “Sem conseguir emprego, como fazer para pagar?”,
questiona. Lopes disse que ficou inadimplente após emprestar
dinheiro a um terceiro.
A situação narrada ao G1 por
Alfredo Francisco Lopes é comum, de acordo com a procuradora do
MPT, Valdirene Silva de Assis. Atualmente, segundo ela, há
diversos casos sendo investigados no país.
Êxito da ação
Ela afirmou que, para uma ação protocolada na Justiça do Trabalho ter êxito, é preciso que o empregado junte o maior número possível de provas. "Não precisa de prova para ingressar com a ação, mas precisa para ganhar", afirmou a procuradora.
Valdirene disse ainda que testemunhas ou uma ligação, mesmo que
não gravada, pode servir como prova. "Se alguém da empresa
tiver dito isso por telefone, pode-se pedir que quebre o sigilo
telefônico."
A procuradora atua no MPT do Amazonas e disse que
recentemente denunciou uma empresa que fazia verificação da
situação de crédito dos candidatos. "A empresa mudou
atuação, assumiu o compromisso de que não faria mais. Assinou um
termo de ajuste de conduta."
O trabalhador que se sentir vítima de
discriminação em razão da verificação dos dados cadastrais deve
buscar a procuradoria regional do trabalho de seu estado - clique aqui para ver - e fazer a
denúncia. O ideal é que sejam apresentadas provas. Mesmo se não
houver, segundo Valdirene de Assis, os procuradores investigam
as denúncias.
A Serasa informou que, no contrato com as empresas
parceiras, há cláusula que proíbe a verificação dos cidadãos
para finalidades que não sejam as da relação de consumo. Segundo
a assessoria de imprensa da empresa, a Serasa já cancelou
contratos ao verificar que os dados foram usados em processos
seletivos das empresas.
Quem souber que uma empresa cometeu o ato, pode
procurar a Serasa e denunciar.
Juízes
Os juízes, no entanto, divergem sobre o tema. Para o juiz do trabalho da 1ª Vara de Trabalho de Taguatinga (DF), Rogerio Neiva Pinheiro, as empresas têm atualmente liberdade para contratar.
"A Constituição proíbe a discriminação por sexo, raça, cor,
idade. Mas não dispõe sobre a inadimplência. Entra a discussão:
não contratar porque tem o nome negativado é
discriminação?"
Na avaliação de Neiva Pinheiro, a empresa pode
interpretar que o candidato não honrou um compromisso financeiro.
"Honrar uma dívida é de natureza obrigacional e moral. Você
quer contratar alguém que não honra seus compromissos?"
Segundo ele, porém, há a questão de que não
contratar alguém com nome "negativado" é atentar
contra a liberdade do trabalho. "Tudo depende da situação
concreta, qual é a atividade que exerce e em que situação ficou
inadimplente."
O juiz paulista Manoel Antonio Ariano, que há seis
anos atua como substituto no Tribunal Regional do Trabalho de
São Paulo, disse que nunca julgou um caso sobre o tema e avalia
que a maioria das negociações fica na esfera do Ministério
Público.
"É preciso visualizar cada caso, ver se há
dano de fato. Suponhamos que faça o teste e é aprovado, perde
tempo em exames, deixa de ir para outro emprego. Daí a empresa
diz que não pode contratar porque tem o nome sujo. Pode pedir
indenização, mas depende de cada caso."
Titular da 21ª Vara de Trabalho de Belo Horizonte
(MG), o juiz José Eduardo de Resende Chaves Júnior considera que
avaliar o crédito do candidato é discriminatório.
"Parte do princípio de que não pode haver discriminação e também de que a forma de a pessoa sair da dificuldade é estando empregado. Isso não vale, porém, para os bancários."
Bancários
A única menção a restrição de empregados com nome sujo na CLT é
no caso dos bancários. O artigo 508 diz que, "considera-se
justa causa, para efeito de rescisão de contrato de trabalho do
empregado bancário, a falta contumaz de pagamento de dívidas
legalmente exigíveis".
Para a procuradora do trabalho Valdirene Silva de
Assis, mesmo com a previsão em lei, deve-se considerar cada caso isoladamente.
"A situação concreta vai dizer se exigência é razoavel ou se é sem propósito. Não obstante ele estar dentro do quadro, mas se não tiver nenhuma atuação que possa colocar em risco a situação do patrimônio deve ser avaliado."
A secretária de finanças do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), diz que a entidade atua para reverter as demissões por justa causa de bancários.
"São muitos os casos do tipo, mas a demissão não ocorre de uma vez. O empregado é advertido antes."
Segundo ela, em algumas situações é possível reverter a demissão. "Nós alegamos que a inadimplência ocorreu por questões específicas. O empregado não foi no shopping e comprou tudo que viu na frente. São casos de doença na família, por exemplo." Ivone disse que, nesses casos, o banco tem linhas de financiamento específicas.
Fonte: G1 > Concursos e Empregos
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