Foi-se o tempo em que as únicas medidas para viabilidade e o êxito de uma empresa eram os dados financeiros e contábeis do negócio. Nas últimas décadas, os empreendimentos têm se tornado cada vez mais complexos e conceitos que antes eram tidos como secundários, como objetivo da marca, processos internos ou inovação, são determinantes para qualquer negócio. Foi por isso que, em 1990, os americanos David Norton e Robert Kaplan, criaram o Balanced Scorecard (BSC), uma metodologia de avaliação do sucesso do negócio baseado em indicadores de desempenho. O método se mostrou tão eficiente que foi adotado por uma quantidade enorme de empresas: de acordo com a lista Fortune 1000, 50% dos empreendimentos de maior rentabilidade nos EUA se baseavam na metodologia.

Se interessou pela metodologia? Então, neste post, entenda como adotá-la em sua empresa. Confira!

Como funciona o Balanced Scorecard?

Kaplan e Norton tiveram uma ideia bastante simples: mais do que saber se a sua empresa é rentável é preciso descobrir o que impulsiona essa rentabilidade e quais as perspectivas de crescimento do negócio. Por isso, era preciso ir além da análise financeira: a dupla então propôs que toda gestão de uma empresa partisse de sua missão e estratégia para a definição de objetivos e ações práticas. Tudo isso dividido em quatro grandes perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizagem. Mas mais importante do que ter em mente esses quatro eixos, é necessário entender que eles devem ser analisados juntos e de maneira equilibrada.

Quais as vantagens do BSC?

Trata-se de uma ferramenta de gestão reconhecida pela sua capacidade de otimizar um negócio com foco na estratégia empresarial. Por isso, os objetivos traçados dentro da metodologia tendem a ter maior aderência a realidade da empresa por meio da análise e projeção de missões e objetivos factíveis. Além disso, a ferramenta estimula a integração entre diversas partes de um mesmo empreendimento. Assim, áreas como o Recursos Humanos ou Atendimento ajudam e são ajudados por setores, como o Financeiro ou Vendas. O segredo, portanto, é a integração balanceada entre as partes que compõe o todo do seu negócio.

Como implantar?

Como já falamos, o cerne do sucesso do BSC reside no fato dele integrar todas as áreas do negócio. Por conta disso, a implantação do Balanced Scorecard deve levar em consideração a necessidade de envolver toda a empresa, colaborador por colaborador. Para isso, existem alguns primeiros passos que devem ser seguidos para o êxito da mudança de perspectiva gerencial.

  • Crie um mapa estratégico: essa é a ferramenta primordial e é nela que devem constar as missões e objetivos da sua empresa, de cada setor e ainda apontar os pontos de interseção e colaboração entre diferentes áreas, considerando as perspectivas financeiras, de processos internos, de clientes e aprendizado.
  • Apresente a metodologia para a sua equipe: é uma forma de gestão que busca transformar toda a cultura de uma empresa. Isso é simplesmente impossível se os seus funcionários não estiverem totalmente cientes do que o método se trata ou não estiverem familiarizados com ele antes mesmo da sua implantação.
  • Crie medidores estratégicos: é uma ferramenta de gestão baseada em métricas de desempenho. Por isso é importante que sua empresa use indicadores que mostrem a evolução do programa e que possam ser avaliados de maneira periódica. Só assim sua empresa saberá se ela está na direção certa para atingir os seus objetivos e em qual velocidade.

O Balanced Scorecard é uma potente ferramenta de gestão que deve ser colocada em prática de acordo com a realidade da sua empresa. Mas lembre-se de que, como em todo processo de implantação de novas políticas e medidas, é vital envolver a sua equipe de forma efetiva e mensurar os resultados de maneira sistemática.

Ricardo A. M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting, professor de programas de pós-graduação em conceituadas instituições de ensino, Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos e já atuou como executivo em grandes empresas como Ernst & Young Consulting; Wurth do Brasil; Unibanco; Daimler Chrysler.

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