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São Paulo - A Gol voltou a ameaçar a liderança da TAM no mercado de aviação doméstica em dezembro. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a TAM, controla 43% do mercado, enquanto a Gol, detém uma fatia de 42%.
O que contribui para a aproximação da companhia é o crescimento mais expressivo no número de total de passageiros transportados pela Gol, de 36,2%. A TAM, em contrapartida, teve um aumento mais tímido, de 20,7%. A taxa de ocupação também foi maior dentro das aeronaves da Gol, alcançando a média de 77,1% dos assentos ocupados nos vôos, contra 69,6% da líder.
Em âmbito internacional, a TAM. continua liderando o mercado, apresentando 84% de participação. Apesar da larga vantagem em relação à Gol, que possui uma fatia de 10%, houve uma diminuição em relação a dezembro de 2008, quando a líder dominava 86% do mercado. Já a Gol cresceu dois pontos percentuais no mesmo período.
A Corretora Link estatal avalia como positivo o crescimento da aviação brasileira e identifica potencial para o crescimento nos serviços internacionais com o dólar cotado a cerca de 1,75 real. Em geral, o bom momento é resultado da confiança do consumidor e do aumento da demanda dos passageiros, que aumentaram o número de viagens a negócios. Para a Link, o crescimento deve continuar expressivo pelos próximos meses, mas essa recuperação já levou a uma forte valorização das ações das duas empresas nos últimos meses.
Fonte: Portal Exame
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Chicago - A Monsanto Co. informou hoje, em conferência, que teve prejuízo de US$ 19 milhões, ou 3 cents por ação, nos três meses terminados em 30 de novembro de 2009, primeiro trimestre fiscal. Um ano antes, havia registrado lucro de US$ 558 milhões, ou US$ 1 por ação.
No mês passado, a companhia havia previsto prejuízo de até 5 cents por ação, já que tradicionalmente o primeiro trimestre fiscal é o mais fraco do ano, em virtude da temporada de plantio no Hemisfério Norte. No período, a receita da companhia caiu 36% para US$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas do Roundup e outros herbicidas recuaram 62%. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam US$ 1,98 bilhão.
A empresa também afirmou que foram carregados os primeiros lotes de sementes de milho e soja de margem mais elevada e divulgou uma série de novos produtos que estão prestes a serem lançados em escala comercial. A temporada 2010 representa momento decisivo para o grupo norte-americano, que vem registrando lucros decrescentes em sua unidade de herbicidas, de modo que destinará mais recursos para melhorar as vendas de sementes de alta tecnologia.
A estratégia depende, no entanto, da capacidade de persuasão da empresa junto aos produtores, para que comprem produtos novos e mais caros num momento em que a demanda global por commodities ainda se recupera. O presidente e CEO, Hugh Grant, definiu as novas sementes como "a munição" para que a Monsanto, alcance seus objetivos de médio prazo, que foram reafirmados apesar do prejuízo no primeiro trimestre fiscal.
A Monsanto. afirmou que 11 novos produtos estão em uma fase avançada de desenvolvimento. Em novembro eram 9 produtos. As novas tecnologias e um ambiente mais favorável no que diz respeito à regulamentação em todo o mundo estão contribuindo para as pesquisas, segundo executivos.
Sobre as safras norte-americanas, a empresa espera que a área plantada com milho em 2010 seja de 88 milhões de acres (35,61 milhões de hectares), enquanto a soja ocupará 75 milhões de acres (30,35 milhões de hectares). Trata-se de um aumento em relação aos tamanhos de 2009, de 86,4 milhões e 77,5 milhões, respectivamente.
Essas estimativas estão um pouco abaixo dos números que vêm sendo cogitados pelo mercado, de 89,5 milhões de acres para o milho e 77 milhões de acres para a soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará dados oficiais sobre a intenção de plantio em 31 de março. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Portal Exame
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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras,
Almir Barbassa, afirmou hoje que a estatal deve exportar 1 milhão de
barris de petróleo por dia em 2020. Segundo o executivo, esse seria o
excedente da produção de líquidos (exclui o gás natural) em território
brasileiro, que deve alcançar 4 milhões de barris por dia. "Em 2020, o
consumo no País deve alcançar 3 milhões de barris por dia. Então,
sobraria 1 milhão de barris por dia para exportação", explicou o
executivo, que participa de evento, em São Paulo, organizado pela
revista Exame.
Alcançar essa meta, na prática, significará um grande desafio para a Petrobras.
Isso porque a produção da estatal gira hoje em torno de 2 milhões de
barris por dia. Para atingir as projeções de longo prazo, a estatal
conta com a exploração das reservas do pré-sal. Pelas regras do novo
marco regulatório de petróleo no País, em discussão no Congresso
Nacional, a estatal será operadora de todos os blocos do pré-sal,
detendo uma participação mínima de 30%.
Barbassa preferiu não comentar a declaração do diretor-geral da Agência
Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo
Lima, de que a União pode alcançar uma fatia acionária de 50% a 55% na
estatal, após operação de capitalização. "Não sei como foi feito o
cálculo. Essa questão depende de uma série de variáveis, como o valor
do aporte, o preço do barril e a participação dos minoritários na
operação", ponderou.
O executivo afirmou que ainda não está definido o tamanho da
capitalização, nem o valor do barril. "Sabemos que será limitada a 5
bilhões de barris de óleo equivalente", acrescentou. Questionado sobre
o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na capitalização,
Barbassa comentou que a opção cabe ao governo federal.
Barbassa também disse que a Petrobras
não tem pressa para concluir o refinanciamento de um bônus de US$ 6
bilhões com um sindicato de bancos, que vence no curto prazo. "Fizemos
duas emissões este ano, somando US$ 2,7 bilhões. A segunda foi muito
mais barata que a primeira, acompanhando a trajetória de recuperação do
mercado. Portanto, não há pressa. No momento oportuno, o mercado será
surpreendido com a operação", disse. A conclusão da operação de
refinanciamento pode ficar para 2010, segundo o executivo.
Fonte: Portal Exame
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A presidente do Grupo Magazine Luiza,
Luiza Helena Trajano, previu hoje que o Natal deste ano será melhor que
o do ano passado para o segmento de varejo. A previsão da empresária,
que integra o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(CDES), que se reúne hoje em Brasília, é de que as vendas em dezembro
deste ano deverão apresentar um crescimento de 5% a 10% em relação a
2008. "A gente acredita que este Natal vai ser bem melhor que o ano
passado, que pegou o auge da crise", afirmou a empresária, ao chegar ao
Itamaraty, onde o Conselho está reunido para avaliar as medidas de
combate a crise.
Ela defendeu a manutenção em 10% do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) pelo menos para as máquinas de lavar que,
segundo Luiza, é um item que só 20% dos brasileiros tem. "Espero que se
mantenha o IPI em 10% para a máquina de lavar, porque a máquina de
lavar, acima de tudo, é um gênero de necessidade das classes C e D e
facilita a vida a dona de casa", afirmou. Para outros produtos da linha
branca, como geladeira, Luiza disse que poderá haver a retomada do IPI,
mas que o aumento deve ser gradual.
Ela elogiou as medidas tomadas pelo governo para o combate à crise
financeira global e destacou como principal ação a redução do IPI da
linha branca. Segundo Luiza Trajano, esse segmento teve uma queda muito
forte no ano passado e as medidas fizeram com que o setor retomasse as
vendas. "Não tivemos desemprego, pelo contrário, aumentou o número de
empregos. Foram atitudes certas, na hora certa", afirmou.
Além da manutenção do IPI reduzido, Luiza defende medidas que evitem o
aumento dos juros e, consequentemente, a alta dos preços. Ela avaliou
que os empresários e os bancos estão tendo "muito juízo" na liberação
do crédito. "Ninguém está soltando crédito para todo mundo, como foi
antes da crise", afirmou.
Fonte: Portal Exame
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O Bradesco disse não ao empresário Eike Batista. A proposta de compra da participação acionária que o banco tem na Vale,
apresentada por Eike semanas atrás, foi recusada na sexta-feira. Se
fosse bem-sucedida, a operação levaria o empresário ao grupo de
controle da mineradora. Contando a oferta aos acionistas minoritários,
ele calculava gastar cerca de R$ 9 bilhões. A direção do Bradesco disse
a Eike que está satisfeita com o retorno proporcionado pela Vale
e que não tem interesse em se desfazer da posição. Procurado, o
Bradesco não se manifestou.
Intermediada pelo banqueiro André Esteves, do grupo financeiro BTG, a
operação tinha a simpatia do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que
acompanha a evolução dos acontecimentos de perto. Trata-se de um apoio
importante, em razão da grande influência do governo na Vale. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil
(Previ) são acionistas da mineradora.
O plano de Eike era comprar a Bradespar, empresa que reúne os ativos
não financeiros do Bradesco. É por meio dessa empresa que o banco
participa do bloco de controle da Vale, junto com um grupo de fundos de
pensão de empresas estatais liderado pela Previ. Eike não quis comentar
a operação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Portal Exame
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Este é o ritmo de crescimento da dívida da Oi após a compra da Brasil
Telecom, concluída em janeiro deste ano. Mas, ao contrário do que possa
parecer, isso está longe de comprometer o futuro -- ou o presente -- da
operadora.
A fusão entre Oi e Brasil Telecom,
concluída em janeiro deste ano, produziu uma miríade de superlativos.
Com uma receita de aproximadamente 40 bilhões de reais e mais de 50
milhões de clientes espalhados por todo o país, a NovaOi, como foi
batizada, já nasceu como o segundo maior grupo privado brasileiro,
atrás apenas da Vale.
Mas, para que pudesse ser concluída, a operação acabou produzindo um
efeito colateral da mesma magnitude. Além de gigante, a supertele é
hoje uma das empresas mais endividadas do Brasil em termos absolutos.
São quase 22 bilhões de reais -- quantia que fica atrás somente da Vale e da Petrobras,
companhias com quase o dobro de tamanho. O que chama a atenção, nesse
caso, não é somente a quase inesgotável quantidade de zeros (são nove,
se alguém quiser contar), mas a velocidade com que essa dívida vem
crescendo: 3,8 bilhões de reais por ano -- ou inacreditáveis 440 000
reais por hora, só com o pagamento de juros. "É claro que a dívida nos
preocupa, embora a companhia tenha condições mais do que suficientes de
pagá-la", afirma Alex Zornig, diretor financeiro da Oi. "Ela funciona
como uma enorme camisa de força. Estamos muito mais criteriosos com
relação a controle de custos e aprovação de projetos."
Fonte: Portal Exame
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No começo deste ano, a união entre Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz criou a maior empresa de celulose de eucalipto do mundo. Para a maior rival brasileira da nova empresa, a Suzano Papel e Celulose, a conclusão do acordo só poderia ser frustrante. Primeiro porque a Suzano, também tinha interesse em comprar a Aracruz, e chegou a contratar o banco de investimentos Lazard para assessorá-la. O preço aceito pela VCP para a aquisição, no entanto, enterrou esses planos.
A conclusão do negócio com a rival, no entanto, também gerou no mercado a
impressão de que a Suzano, de uma hora para outra, ficou pequena. A empresa deve
produzir 1,75 milhão de toneladas de celulose neste ano -- ou pouco menos de um
terço das 5,8 milhões de toneladas da VCP-Aracruz.
Como não existem outras empresas de celulose com o mesmo porte e a mesma competitividade da Aracruz. à venda em todo o planeta, um observador distante poderia acreditar que o clima seria de depressão generalizada nos corredores da sede da Suzano, em São Paulo. Mas não é isso que transparece do discurso de seus executivos.
A empresa já tem prontos os projetos que lhe permitirão aumentar a capacidade de produção de celulose para 6 milhões de toneladas anuais. É verdade que isso leva tempo. Um eucalipto demora cerca de sete anos para crescer antes de ser cortado e utilizado na produção de celulose - e, em geral, é esse o tempo gasto para que um projeto de celulose saia do papel. A Suzano, no entanto, prepara a instalação de duas novas fábricas e tem um terceiro projeto pronto para sair do forno.
Segundo Felipe Reis, analista de papel e celulose da corretora do Santander,
a debilidade financeira da VCP-Aracruz dará à Suzano. o
tempo necessário para desenvolver esses projetos e atender ao crescimento de
demanda nos próximos anos. "A VCP-Aracruz ainda não está com a musculatura
financeira totalmente fortalecida para voltar a investir, Primeiro, ela terá que
equacionar uma dÃvida relativamente alta. Por isso, vários projetos de
investimento que as duas tinham quando eram empresas separadas foram, no mÃnimo,
postergados", afirma.
A VCP-Aracruz terminou o primeiro semestre com uma
dÃvida lÃquida superior a 13 bilhões de reais. Além das perdas com derivativos
que quase quebraram a Aracruz no ano passado, a VCP, aceitou
pagar um preço alto para a aquisição da rival. As famÃlias Safra e Lorentzen
receberam da VCP, cada uma, 2,7 bilhões de reais pela venda de suas
participações na Aracruz. O valor pode ser considerado salgado porque foi
acertado entre julho e agosto do ano passado, antes que a Aracruz registrasse o
prejuÃzo bilionário com derivativos.
A empresa terá de usar o caixa futuro para reduzir esse endividamento. "Será
difÃcil para a empresa ter uma geração de caixa bastante positiva descontando os
custos de produção, o pagamento mÃnimo de dividendos e as parcelas da dÃvida",
diz Reis, do Santander. Por esse motivo, o mercado tem dúvidas se a VCP-Aracruz
conseguirá cumprir a meta de produzir 9,3 milhões de toneladas de celulose por
ano até 2020.
A Suzano, por sua vez, tem uma dÃvida de 4,5 bilhões de reais, que também não pode ser considerada baixa. A empresa, no entanto, deve gerar caixa suficiente para reduzir significativamente esse endividamento nos próximos trimestres. Além disso, se precisar de recursos para investir, a famÃlia Feffer, que controla a Suzano, dispõe de capital para injetar na empresa porque vendeu sua petroquÃmica para a Petrobras e ainda não gastou os recursos. Por último, a empresa também poderia ir ao mercado de capitais para levantar recursos. O diretor de Relações com Investidores da Suzano, André Dorf, diz, no entanto, que essa opção está descartada ao menos até 2011, quando a fábrica no Maranhão começará a ser construÃda.
A opção de não fazer uma captação agora faz sentido para a própria Suzano. Segundo Dorf, quando a empresa construiu sua última fábrica, em Mucuri (BA), o valor dessa nova unidade só puxou para cima as cotações das ações da empresa dois anos antes dela entrar em operação. Baseado nessa experiência, o diretor diz que até o momento a inauguração da fábrica no Maranhão ainda não está "precificada" nos papéis da empresa.
Os projetos
Com a inauguração dos três novos projetos, a Suzano pretende manter o custo de produção de celulose de fibra curta em190 dólares por tonelada, um dos menores do mundo. As projeções para o custo de produção da VCP-Aracruz apontam para 240 dólares por tonelada. No hemisfério norte, onde estão localizados os dois maiores produtores mundiais de celulose e papel, o custo de produção está acima de 500 dólares a tonelada, o que os obriga a trabalhar com margens de lucro apertadÃssimas neste momento.
As três novas fábricas da Suzano vão demandar investimentos de 570 milhões de dólares na área florestal e 3,6 bilhões de dólares nas novas unidades. A primeira será inaugurada no Maranhão e deve acontecer em 2013. A base florestal inclui uma área adquirida da Vale e outras terras que estão em processo de aquisição. O inÃcio das obras está programado para 2011. O único ponto que ainda está em estudo é a forma de escoamento da produção. Uma opção é utilizar o porto de Itaqui (MA) por meio da ferrovia da Vale, que liga Carajás ao terminal marÃtimo. A outra prevê conseguir outro porto próximo a São LuÃs (MA).
A segunda planta será erguida no Piauà e ficará pronta em 2014. As terras estão em processo de aquisição e a forma de escoamento - por Pecém (CE) ou Itaqui (MA) - também segue em aberto. "A grande vantagem é que nesses dois estados as terras chegam a custar um décimo do preço pago em outras regiões produtoras de eucalipto", afirma Dorf, da Suzano. O local onde será erguida a terceira planta e o prazo para a ampliação da unidade de Mucuri (BA) ainda não foram definidos.
Super eucalipto
Apesar do clima extremamente seco em estados como Maranhão e PiauÃ, a expectativa da Suzano é obter uma produtividade média muito próxima das demais florestas plantadas em outros estados. A empresa tem utilizado mudas de eucalipto adaptadas ao semi-árido desenvolvidas por meio de projetos de aprimoramento genético. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) utilizou o cruzamento genético para desenvolver um eucalipto tropical. Segundo o pesquisador Dario Grattapaglia, da Embrapa, essa espécie possui um maior Ãndice de crescimento e adaptabilidade ao clima seco.
As pesquisas realizadas pela Embrapa e pelas empresas brasileiras de celulose
permitiram que a produtividade de eucalipto no paÃs alcançasse 45 a 50 metros
cúbicos por hectare por ano - muito superior a dos Estados Unidos, por exemplo,
que é de 15 a 20 metros cúbicos. "O Brasil é um paÃs único nesse segmento no
mundo. É aqui que estão 85% dos planos de expansão em celulose no mundo. Os
custos de produção das empresas escandinavas e canadenses praticamente se
igualam aos preços do próprio produto. A tendência é a produção mundial de
celulose migrar do hemisfério norte para o hemisfério sul, principalmente
América do Sul e Brasil", afirma Reis, do Santander.
Além do menor custo de produção, a competitividade do Brasil também se baseia em sustentabilidade. "Atualmente, 100% da produção de celulose e papel têm como matéria-prima árvores provenientes de florestas plantadas. Isso ajudou as empresas brasileiras a se tornar referência em relação às práticas internacionais de manejo florestal", afirma a presidente-executiva da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes.
Além disso, as florestas brasileiras são certificadas por órgãos reconhecidos internacionalmente, tais como o Forest Stewardship Council (FSC) e o Programa Nacional de Certificação Florestal (Cerflor). "No futuro, cada vez mais redes varejistas, como o Wal-Mart e o Carrefour, vão exigir que aquela resma de papel na gôndola seja certificada. O consumidor norte-americano e o europeu só irão comprar se conhecerem a procedência da mercadoria", afirma Reis, do Santander.
Cenário atual
Apesar das vantagens competitivas, Elizabeth, da Bracelpa, vê com preocupação o atual cenário para as empresas. A principal preocupação é o câmbio. Quando o real se aprecia, os grandes exportadores arrecadam menos reais com as mesmas vendas em dólar, comprimindo as margens operacionais no curto prazo. "O faturamento das empresas neste ano vai depender de um aumento das vendas neste semestre, de melhores preços e do impacto da valorização do real [frente ao dólar]", diz.
Com a crise, cerca de 8 milhões de toneladas de celulose deixaram de ser produzidas no primeiro semestre em todo o mundo. Por suas vantagens competitivas, o Brasil escapou praticamente intacto. A empresas instaladas no paÃs produziram 6,32 milhões de toneladas, ou praticamente o mesmo volume do ano passado.
O fechamento de fábricas de celulose e papel na Escandinávia e a forte demanda das fabricantes chinesas de papel ajudaram as exportações brasileiras, que cresceram 18% em volume no primeiro semestre. Devido à queda dos preços no mercado internacional, no entanto, a receita com os embarques caiu 17,1% no perÃodo, para 2,3 bilhões de dólares. Com a crise, os preços da celulose, que vinham em uma trajetória ascendente e chegaram a bater 850 dólares a tonelada, despencaram para 400 dólares a tonelada. Atualmente, estão em cerca de 500 dólares.
Apesar de todas as dificuldades do cenário atual, não há dúvidas sobre o
futuro promissor das empresas brasileiras de celulose. Com margens de lucro
elevadas, uma logÃstica de distribuição adequada, clientes cativos e linhas de
produção com escala suficiente, as empresas brasileiras tendem a dominar cada
vez mais o mercado internacional. No curto prazo, a maioria dos analistas de
mercado aposta que a Suzano
será a empresa melhor posicionada para crescer. Daqui a alguns anos, no entanto,
a VCP-Aracruz já terá reduzido sua dÃvida e estará pronta para retomar projetos
de expansão. "Daqui a 15 ou 20 anos, a VCP-Aracruz não vai ter competidor não só
no Brasil mas também no mundo", afirma Reis, do Santander. Manter-se bem próxima
desse gigante é hoje o objetivo da Suzano.
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Como a maioria dos bancos públicos, a Nossa Caixa vem aumentando de forma significativa sua carteira de carteira de crédito - no primeiro semestre deste ano, o crescimento foi de 61%. "Estamos ajustando nosso modelo de negócio ao novo ambiente de queda dos juros", diz Demian Fiocca, presidente do banco. "O risco de não crescer, hoje, é maior que o de crescer."
Fiocca anunciou hoje o lançamento de mais uma linha de crédito para empresas,
em parceria com o BNDES. O produto faz parte da estratégia de aumentar a
presença da instituição no mercado corporativo. Está nos planos, por exemplo,
criar uma área para estruturar debêntures e fundos de recebíveis para as
companhias.
Fonte: Portal Exame
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O setor exportador não deve ser o único prejudicado pela rápida desvalorização do dólar. Especialistas alertam que uma queda prolongada nas cotações da moeda americana poderá ser nociva também para as empresas voltadas ao mercado interno, inclusive aquelas que têm ações na bolsa.
Em 2009, poucas moedas no mundo se fortaleceram tanto frente ao dólar quanto o real. A moeda americana caiu mais de 20% no período, saindo da casa de 2,30 reais em dezembro para a atual faixa de 1,80 real. E, na avaliação dos especialistas, as cotações continuarão recuando, podendo chegar a 1,70 real nos próximos meses.
Para as exportadoras, que têm receitas em dólar, o peso do câmbio sobre os negócios é direto: quanto mais o dólar cai, menos as empresas faturam. Já nas companhias voltadas para o mercado interno, a relação não é tão evidente. "A prolongada desvalorização do dólar cria uma cadeia restritiva na economia. As empresas terão de mudar seu modelo de negócios para não perder competitividade", diz o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Almeida explica que, se o dólar continuar caindo, as empresas brasileiras tenderão a substituir seus fornecedores, dando preferência a produtos e serviços importados, que estão mais baratos. "Com isso, as empresas brasileiras vendem menos, investem menos e crescem menos", afirma.
No mercado interno, os setores mais suscetíveis à queda do dólar, segundo
Almeida, são os de bens de capital, calçados, têxtil e vestuário. Mas o gerente
operacional da Um Investimentos, Rodrigo Silveira, lembra que a desvalorização
da moeda americana tem reflexos nos mais diversos setores. "Até as
concessionárias de rodovias, como CCR e OHL Brasil, podem ter uma redução de
receita", diz. Com o dólar mais barato, viagens ao exterior ficam mais
atrativas, freando o trânsito de automóveis nas rodovias do país. Nesse
contexto, o real valorizado também desestimularia a vinda de estrangeiros ao
Brasil - uma má notícia para locadoras de veículos, como a Localiza, e para
empresas do setor de turismo.
Embora o país já tenha lidado com diversos ciclos de apreciação do real, o cenário atual, diz Almeida, não pode ser comparado com o de outros tempos, quando as empresas perdiam com a queda do dólar, mas ganhavam com o aumento nas vendas e nos preços. "Hoje, o mundo não está mais crescendo. Não há aumento de demanda. Apenas a expansão do mercado interno não é suficiente para manter os negócios aquecidos", afirma.
Além disso, os negócios no Brasil esbarram em uma antiga questão: a falta de infraestrutura. "Esse é nosso maior gargalo. Chega num ponto que não adianta produzir mais. Só resta melhorar a eficiência", diz André Sacconato, economista da consultoria Tendências.
Por isso, Almeida acredita que as companhias voltarão a se internacionalizar, apesar da crise lá fora. Algumas, como a Coteminas, já deram sinais de que seguirão nessa direção. Em abril, a fabricante de produtos têxteis controlada pela família do vice-presidente da República, José Alencar, assumiu o controle da MMartan, rede de lojas especializada em artigos de cama, mesa e banho. Na ocasião, o presidente da companhia, Josué Gomes da Silva, afirmou que seu objetivo era promover a expansão internacional da marca. Com essa estratégia, a companhia vem atraindo investidores, como os fundos administrados pela Credit Suisse Hedging-Griffo, que neste mês elevaram a 12% sua participação na Coteminas. "Produzir lá fora ficou mais barato. Não só pelos equipamentos, mas também pelo custo da mão de obra", explica Almeida.
Economia real X bolsa
Paradoxalmente, o mesmo fator que vem derrubando as cotações do dólar está promovendo a alta de quase 50% no Ibovespa nesse ano. Confiantes na economia brasileira, os estrangeiros injetaram no mercado de capitais mais de 20 bilhões de reais neste ano. "Mesmo com todas as dificuldades de logística, os estrangeiros estão vendo melhores chances de retorno aqui que em outros países", diz Sacconato. "Cabe às empresas pressionar o governo para que sejam criadas as regulamentações necessárias para a ampliação dos investimentos em infraestrutura e no setor produtivo."
Fonte: Portal Exame
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O Itaú Unibanco, maior instituição financeira do país, informou nesta terça-feira (11) que encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,571 bilhões, uma queda de 8% frente ao resultado de R$ 2,797 bilhões do mesmo período do ano passado.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano, no entanto, houve alta de 39%no lucro líquido. Nos primeiros três meses do ano, o banco havia lucrado R$ 2,015 bilhões.
Em termos recorrentes, o lucro líquido da instituição nos três meses
encerrados em junho somou R$ 2,429 bilhões, queda de 14,35% sobre o resultado
obtido um ano antes e de 5,2% em relação ao resultado recorrente do primeiro
trimestre do ano.
A carteira de crédito do grupo somava R$ 265,97 bilhões no final de junho, uma queda de 2,5% em relação ao saldo de 31 de março de 2009. "Durante o trimestre, a expressiva valorização do real frente a moedas estrangeiras contribuiu significativamente para que o saldo das operações denominadas ou indexadas a essas moedas apresentasse redução em comparação com o trimestre anterior", diz o banco em nota.
As receitas de prestação de serviços e de rendas de tarifas bancárias totalizaram R$ 3,617 bilhões no segundo trimestre de 2009 e permaneceram praticamente estáveis em relação ao período anterio. No final do primeiro semestre, os ativos totais do banco somavam R$ 596,9 bilhões, abaixo dos R$ 624,7 bilhões do trimestre imediatamente anterior.
Os números comparativos de igual período do ano passado são apresentados na base proforma porque a fusão que uniu Itaú e Unibanco aconteceu em novembro de 2008.
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