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21
set

"Recessão provocou forte redução de emissões", diz FT


  21 de Setembro de 2009

A recessão mundial provocou uma queda "sem paralelos" nas emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo, de acordo com reportagem publicada no jornal britânico "Financial Times" nesta segunda-feira (21).

O diário econômico teve acesso a um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), que só deve ser divulgado no dia 6 de outubro, em Bangcoc, no início da última rodada de negociações para um acordo sobre o clima, antes da reunião de Copenhague, em dezembro.


Segundo o FT, a agência internacional constatou que a redução de emissões de CO2 teve um "declínio significativo", maior do que o da recessão de 1981, que antecedeu a crise da Opep. Segundo a agência, isso abriria uma "oportunidade única" para uma guinada rumo a uma economia de baixas emissões.

O estudo também confirmaria, segundo o jornal britânico, os resultados de políticas governamentais para cortar as emissões. A AIE estima, segundo o FT, que cerca de um quarto da queda registrada se deva a isso.

A proporção é "sem precedentes", de acordo com o relatório, que será incluído na publicação anual World Energy Outlook em novembro.

"Surpreendente"

Entre as políticas que fizeram efeito, a agência deve destacar três: a meta da União Europeia de corte de emissões em 20% até 2020, os limites mais rígidos para emissões de carros nos Estados Unidos e as medidas de estímulo à eficiência energética na China.

O Financial Times afirma que o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, classificou a queda de "surpreendente" e disse que o fenômeno "facilitaria muito" os cortes de emissões recomendados por cientistas para evitar as piores consequências do aquecimento global.

O Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) recomendou em seu relatório de 2007 que países desenvolvidos cortassem entre 80% e 95% de suas emissões até 2050, para evitar mudanças climáticas "desastrosas".

"Temos uma nova situação, com as mudanças na demanda de energia e o adiamento de muitos investimentos em energia", afirmou Birol ao FT.

"Isso só tem sentido se aproveitarmos essa oportunidade única. (Isso significa) um acordo em Copenhague."

Nesta semana, governantes das maiores economias do mundo vão se reunir na sede das Nações Unidas, nos Estados Unidos, para discutir mudanças climáticas.

O jornal britânico lembra ainda que, na semana passada, um grupo de 181 investidores, que detêm cerca de US$ 13 bilhões, fizeram um apelo por um acordo que leve a um corte drástico de emissões.

Nesta terça-feira, um grupo de 500 empresas, entre elas gigantes como a Coca-Cola e a Procter & Gamble, também devem lançar um manifesto neste sentido.




Fonte: Globo.com


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11
set

Mercados de Minas Gerais aderem às sacolas biodegradáveis


  11 de Setembro de 2009

Um bilhão e meio de sacolas plásticas são colocadas mensalmente no mercado brasileiro. Na maioria das casas, o destino das sacolas plásticas é o mesmo. Elas viram depósito para lixo e quem sofre as conseqüências é o meio ambiente.

Como as sacolas convencionais de plástico demoram em média 300 anos para se decompor, alternativas foram criadas.


Além da sacola de algodão, também existe a alternativa biodegradável, que em 18 meses começa a se decompor. Outras empresas também oferecem aos clientes caixas de papelão como opção para levar as compras.

Uma rede de farmácias da cidade utiliza mensalmente em média 350 mil sacolas plásticas. Para minimizar os danos à natureza, a empresa adotou há um mês as sacolas biodegradáveis e os consumidores aprovam. Eles podem continuar a guardar o lixo nessas sacolas, sem prejudicar a natureza.


As sacolas biodegradáveis custam em média 16% mais caro do que as tradicionais. Um gasto a mais, que compensa por trazer benefícios à natureza.


Fonte: Globo.com


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10
set

Brasil deve ter meta climática mais suave que EUA e China--Fiesp


  10 de Setembro de 2009

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve evitar assumir a mesma carga que países desenvolvidos e emergentes como China e Índia nas negociações por um novo acordo climático global, avaliou a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira.


Para a indústria paulista, o Brasil, por ser um dos países com a maior proporção de fontes renováveis na matriz energética, já fez o "dever de casa" e deve esperar posturas mais ousadas dos países desenvolvidos antes de apresentar alguma meta sobre as emissões de carbono.


"Os países desenvolvidos, que desde o século 19 poluem e encheram de carbono a atmosfera, têm que nos deixar também continuarmos nosso desenvolvimento", disse o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto.


"Nós não podemos pagar o pato", acrescentou Ometto após encontro com o ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Poulsen, cujo país sediará em dezembro uma cúpula da ONU para firmar um novo tratado climático global que substituirá o Protocolo de Kyoto.


O Brasil deve apresentar, antes da reunião de Copenhague, metas para uma redução significativa das emissões de carbono, mas em entrevista à Reuters na quarta-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a proposta atual dos EUA é inaceitável.


Além disso, para o diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, é muito clara a posição da entidade de que "não temos que nos misturar com China e Índia, porque esses países vão ter que fazer esforços enormes em termos de mudança de matriz energética".


"(E os EUA) têm que chegar no mínimo a 25 por cento (de meta de redução) para esse jogo começar", disse. A meta atual dos EUA é de chegar a 2020 com o mesmo nível, sem cortes, nas emissões de carbono em relação a 1990.


A Fiesp não quis opinar sobre possíveis metas do Brasil para a redução das emissões de carbono, e afirmou que a entidade trabalha para que o país tenha uma posição única e firme nas negociações climáticas, que culminarão em dezembro, em Copenhague.


NEGOCIAÇÕES DURAS


Na entrevista coletiva, o ministro dinamarquês pediu um esforço maior dos países desenvolvidos e em desenvolvimento nas "duras negociações" por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, mas disse estar satisfeito com a postura apresentada pelo Brasil. Ele se encontrou com Minc na véspera.


Especialistas da ONU estimam que o mundo deve realizar cortes de 25 a 40 por cento nas emissões de gases do efeito estufa até 2020 para evitar os piores efeitos do aquecimento global, como secas e a elevação do nível do mar.


Países desenvolvidos têm apresentado metas inferiores, e cobram uma atuação maior de nações em desenvolvimento. Mas os países mais pobres e economias emergentes, no entanto, alegam que precisarão ser bem recompensados para que possíveis cortes não afetem seu desenvolvimento.


Sobre a exigência de países mais pobres -- principalmente na África -- por compensações financeiras, Poulsen comentou que este é apenas um dos pontos das negociações, e ressaltou a possibilidade de realizar transferências de tecnologia.


Segundo Poulsen, a reunião com os representantes da Fiesp tratou de biocombustível, biomassa e tecnologias ecologicamente corretas, mas não abordou o tema dos créditos de carbono.


Poulsen e os representantes da Fiesp concordaram que o Brasil pode conjugar a exploração no pré-sal com um crescimento econômico "ecologicamente correto".


De acordo com Cavalcanti, da Fiesp, o petróleo deve ser bastante usado no mundo pelo menos nos próximos 50 anos mesmo com todos os esforços atuais por alternativas renováveis.


(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Maria Pia Palermo)





Fonte: Globo.com


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10
set

Brasil deve ter meta climática mais suave que EUA e China


  10 de Setembro de 2009

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve evitar assumir a mesma carga que países desenvolvidos e emergentes como China e Índia nas negociações por um novo acordo climático global, avaliou a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira.

Para a indústria paulista, o Brasil, por ser um dos países com a maior proporção de fontes renováveis na matriz energética, já fez o "dever de casa" e deve esperar posturas mais ousadas dos países desenvolvidos antes de apresentar alguma meta sobre as emissões de carbono.

"Os países desenvolvidos, que desde o século 19 poluem e encheram de carbono a atmosfera, têm que nos deixar também continuarmos nosso desenvolvimento", disse o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto.

"Nós não podemos pagar o pato", acrescentou Ometto após encontro com o ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Poulsen, cujo país sediará em dezembro uma cúpula da ONU para firmar um novo tratado climático global que substituirá o Protocolo de Kyoto.

O Brasil deve apresentar, antes da reunião de Copenhague, metas para uma redução significativa das emissões de carbono, mas em entrevista à Reuters na quarta-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a proposta atual dos EUA é inaceitável.

Além disso, para o diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, é muito clara a posição da entidade de que "não temos que nos misturar com China e Índia, porque esses países vão ter que fazer esforços enormes em termos de mudança de matriz energética".

"(E os EUA) têm que chegar no mínimo a 25 por cento (de meta de redução) para esse jogo começar", disse. A meta atual dos EUA é de chegar a 2020 com o mesmo nível, sem cortes, nas emissões de carbono em relação a 1990.

A Fiesp não quis opinar sobre possíveis metas do Brasil para a redução das emissões de carbono, e afirmou que a entidade trabalha para que o país tenha uma posição única e firme nas negociações climáticas, que culminarão em dezembro, em Copenhague.

NEGOCIAÇÕES DURAS

Na entrevista coletiva, o ministro dinamarquês pediu um esforço maior dos países desenvolvidos e em desenvolvimento nas "duras negociações" por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, mas disse estar satisfeito com a postura apresentada pelo Brasil. Ele se encontrou com Minc na véspera.

Especialistas da ONU estimam que o mundo deve realizar cortes de 25 a 40 por cento nas emissões de gases do efeito estufa até 2020 para evitar os piores efeitos do aquecimento global, como secas e a elevação do nível do mar.

Países desenvolvidos têm apresentado metas inferiores, e cobram uma atuação maior de nações em desenvolvimento. Mas os países mais pobres e economias emergentes, no entanto, alegam que precisarão ser bem recompensados para que possíveis cortes não afetem seu desenvolvimento.

Sobre a exigência de países mais pobres -- principalmente na África -- por compensações financeiras, Poulsen comentou que este é apenas um dos pontos das negociações, e ressaltou a possibilidade de realizar transferências de tecnologia.

Segundo Poulsen, a reunião com os representantes da Fiesp tratou de biocombustível, biomassa e tecnologias ecologicamente corretas, mas não abordou o tema dos créditos de carbono.

Poulsen e os representantes da Fiesp concordaram que o Brasil pode conjugar a exploração no pré-sal com um crescimento econômico "ecologicamente correto".

De acordo com Cavalcanti, da Fiesp, o petróleo deve ser bastante usado no mundo pelo menos nos próximos 50 anos mesmo com todos os esforços atuais por alternativas renováveis.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Maria Pia Palermo)




Fonte: Globo.com


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19
ago

Construção de usinas no Rio Madeira trazem reviravolta à região


  19 de Agosto de 2009

A construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, está trazendo mudanças rápidas na vida de pessoas e ao meio ambiente. Juntas, elas serão a terceira maior hidrelétrica do país, e já causam grandes impactos na região.

O mais visível é na natureza: movimentação de terra, alteração do fluxo do rio, formação de um lago artificial. Há também importantes consequências econômicas e sociais. Por isso são projetos que sempre provocam polêmicas.

Sedimentos

Uma delas é sobre os reservatórios de água. Não quanto ao tamanho, porque serão relativamente pequenos, mas quanto ao risco de assoreamento, o depósito de sedimentos no fundo dos lagos. Os reservatórios poderão alagar mais áreas de floresta, as usinas perderão potência e a vida útil delas irá diminuir.

O professor da Universidade Federal de Rondônia, Luiz Fernando Novoa, diz que as pesquisas sobre o comportamento do Rio Madeira foram insuficientes e dá um conselho para quem vem para a região. "Procurar estudar mais a Amazônia, em primeiro lugar, ter menos arrogância com ela. Deixa- lá de ver como estoque de terras, de madeira, de biodiversidade ou de energia."

"Contratamos os melhores especialistas em Amazônia que nos deram a tranquilidade de que o empreendimento está perfeitamente adequado e suportável pela sociedade brasileira", afirma o Diretor da Usina Santo Antônio, José Bonifácio Pinto Júnior.

Fonte: Globo Amazônia



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17
ago

Ação no vale do Araguaia encontra 30 fazendas em desacordo com lei ambiental


  17 de Agosto de 2009

Em operação numa área que abrange partes do nordeste de Mato Grosso e do sudeste do Pará, agentes do Ibama multaram 30 fazendas por desmatarem áreas de floresta amazônica ilegalmente. O total de multas aplicadas entre 14 de julho e 12 de agosto ultrapassa os R$ 55 milhões.

 

Apenas três propriedades visitadas pelos fiscais respeitavam as áreas de preservação permanente e a reserva legal - na Amazônia, as fazendas têm de manter 80% de sua área coberta com vegetação. Também as beiras dos rios têm de ter sua mata ciliar conservada.

 

Foram embargados 166 quilômetros quadrados de terra, segundo o chefe da fiscalização do Ibama no Tocantins, Lenine Cruz, que coordenou a ação.

Cruz comenta que a adequação dos pecuaristas locais à legislação “por enquanto está muito longe do ideal”. Houve problemas para identificar os responsáveis pelas irregularidades ambientais, já que, na região, há um grande número de posseiros e assentamentos sem muita estrutura, além de problemas de documentação. Algumas áreas possuem mais de um proprietário, dificultando o trabalho da fiscalização.

 

Outra dificuldade são as grandes distâncias a serem percorridas. “Conseguíamos fazer no máximo umas três autuações por dia”, explica o coordenador. A fiscalização aconteceu em Vila Rica (MT), Santana do Araguaia (PA), Cumaru do Norte (PA) Santa Maria das Barreiras (PA), em região que se situa entre o Rio Araguaia e a rodovia BR-158.

Para localizar as irregularidades, foram usados os dados de detecção de desmatamento por satélite do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acumulados desde 2005. A operação continua em regiões próximas, como Canarana e Confresa, ambos em MT.

Fonte: Globo Amazônia


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14
ago

Fiscalização flagra ação de madeireiras fantasmas em Mato Grosso


  14 de Agosto de 2009

Operação realizada pelo Ibama nos municípios de Juína, Brasnorte, Aripuanã e Juara, em Mato Grosso, e encerrada nesta semana, identificou a ação de madeireiras fantasmas, prática que tem sido flagrada repetidamente na região amazônica.

As empresas acusadas de envolvimento apresentavam movimentações suspeitas de transporte de madeira no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) de Mato Grosso.

A fraude, segundo o instituto ambiental, consistia em emitir guias florestais pelo sistema, repassando créditos de madeiras de empresas existentes a empresas de fachada.

 

A guia florestal serve para que o fluxo de madeira possa ser monitorado. Desde o corte na floresta, o volume extraído fica registrado num sistema eletrônico sob a forma de créditos, como numa conta bancária. Cada transporte entre as empresas que compram e vendem a madeira precisa ser registrado no sistema e tem de ser feito acompanhado da guia. O método permite à fiscalização, por exemplo, determinar o volume legal exato que uma madeireira pode ter em seu pátio.

 

Por meio de fraudes no sistema e criação de guias com dados fictícios, é possível “esquentar” madeira extraída ilegalmente de áreas não autorizadas e até unidades de conservação (veja infográfico abaixo).

Além de configurar crime ambiental, a fraude também se enquadra em sonegação fiscal. Segundo o Ibama, foram levantadas informações que demonstraram que cerca de 7 mil metros cúbicos de madeira foram transportados “virtualmente” no sistema Sisflora, o equivalente a 280 caminhões carregados.

Para emitir guias florestais e registrar o transporte virtual da madeira, os fraudadores utilizavam dados falsos, como placas de veículos e tempo de recebimento das cargas. Até veículos que não possuem capacidade pra transportar toras de madeira, como carros de passeio e motocicletas, foram cadastrados no Sisflora.

Também os tempos dos supostos trajetos feitos pela madeira, em alguns casos, eram tecnicamente inviáveis. Algumas das informações prestadas davam conta de que cargas teriam viajado mais de mil quilômetros em poucos minutos. As informações levantadas pelo Ibama foram passadas ao Ministério Público Estadual e as empresas envolvidas estão bloqueadas no Sisflora de Mato Grosso.

Fonte: Globo.com


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13
ago

Falta de árvores aquece o solo e mata micróbios, aponta pesquisador


  13 de Agosto de 2009

Quando uma floresta é derrubada, não são apenas as plantas e animais que desaparecem. Com o fim da sombra, pequenos seres vivos – como fungos, bactérias e minhocas – também deixam de viver ali. Isso pode comprometer a qualidade do solo, impedindo que uma nova floresta cresça ou mesmo o terreno seja utilizado para a agricultura.

No Acre, uma pesquisa começa a ser feita para medir como a falta de árvores na Amazônia pode aquecer o solo e alterar suas características. Em Rio Branco, o geólogo Roberto Matias, da Funtac (Fundação de Tecnologia do Estado do Acre) enterrou seis sensores. A metade deles está no solo exposto, a profundidades diferentes e outra metade debaixo de uma árvore.

Em três meses de pesquisa, Matias já conseguiu observar uma diferença de até 13 graus entre os dois locais de medição. “No dia 7 de agosto, às 13 horas daqui, chegamos a ter uma temperatura máxima de 39,75 graus centígrados no solo exposto, enquanto debaixo da árvore tivemos temperatura de 26,14 graus”, relata. A medição ocorreu na superfície, a dois centímetros de profundidade.

Para os próximos meses, quando a seca for maior no Acre, as temperaturas podem ser mais altas. “Acredito que em setembro e outubro tenhamos uma diferença maior. Ainda há umidade no solo, e sem umidade a temperatura vai aumentar.”


Segundo o pesquisador, uma temperatura perto dos 40 graus na superfície pode prejudicar muito a qualidade da terra. “Você não dá condições de os microorganismos se regenerarem. Essas populações entram em extinção, e não há como recuperar esse solo. Aí temos áreas de deserto.” A rápida evaporação da água e o calor irradiado para a atmosfera também são efeitos negativos causados pelo aquecimento do chão, afirma o geólogo.

A solução para evitar tudo isso, segundo o pesquisador, é recuperar áreas degradadas. No meio de 2010, quando a temperatura de um ano inteiro for medida, a Funtac pretende definir medidas para que a desertificação – que já começa a ocorrer em várias regiões da Amazônia – não atinja as terras do Acre.

Fonte: Globo Amazônia


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5
ago

Inpe detecta 578 km2 de desmatamento na Amazônia em junho


  5 de Agosto de 2009

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 578,6 km² da floresta amazônica no mês de junho. A área equivale a cerca de metade do município do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4).

 

Em comparação a junho do ano passado, quando o instituto detectou devastação de 870 km², houve redução de 33%. Em maio deste ano, haviam sido detectados 123,73 km².

 

Como ressalta o Inpe, uma comparação entre meses subsequentes não pode ser feita de forma precisa pois, com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a cobertura de nuvens sempre impede que parte da região seja monitorada pelas imagens de satélite.

 

Os focos de desmatamento podem ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos.

 

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu ao final do texto.  

 

Foto: Divulgação/Ibama

Madeireira irregular flagrada pela fiscalização em junho na Ilha de Marajó, no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Em junho, não mais que 57% da Amazônia Legal puderam ser analisados pelo Inpe por causa disso. Estados como o Amapá, Amazonas e Roraima não puderam ser monitorados adequadamente, pois apresentaram um alto índice de cobertura, de 96%, 70% e 94%, respectivamente.

 

Mapa mostra em rosa a cobertura de nuvens sob a qual não foi possível monitorar o desmatamento em junho. (Foto: Reprodução)

O estado de Mato Grosso foi o que apresentou melhor possibilidade de observação (100%). Contudo, o estado do Pará, que pela primeira vez em 2009 apresentou pouco mais da metade de sua área (51%) livre de cobertura de nuvens, foi o que apresentou a maior área de alertas de desmatamento. Nestes estados foram detectados respectivamente 181 km² e 330 km² de desflorestamento.

 

Deter


O sistema Deter identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 m². Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado ‘corte raso’ – quanto os locais em que houve degradação parcial da floresta.

Estado Desmatamento detectado em junho (km²)
Pará 330,36
Mato Grosso 180,96
Rondônia 40,87
Amazonas 15,99
Maranhão 5,27
Tocantins 3,06
Acre 1,13
Amapá 0,84 

O sistema Deter é desenvolvido para dar apoio às fiscalizações contra crimes ambientais. Como consegue detectar áreas em que a floresta ainda não foi totalmente derrubada, ele permite que providências sejam tomadas antes que toda a mata seja destruída.

O balanço anual e consolidado do desmatamento na Amazônia é medido pelo sistema Prodes, também do Inpe, que tem resolução melhor e consegue detectar focos menores de destruição. Os dados desse sistema são divulgados pelo instituto uma vez ao ano. 


Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar
a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail
globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,
telefone e, se possível fotos ou vídeos.


Fonte: G1


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5
ago

Amazônia pode ter o dobro de espécies de pássaros do que se pensava


  5 de Agosto de 2009

Ouvindo passarinho nas matas da Amazônia o pesquisador Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) fez uma descoberta que pode mudar muito o que se conhecia sobre as aves da região.

Ele percebeu que pássaros muito parecidos visualmente, considerados da mesma espécie, tinham cantos bem diferentes. Analisando o DNA dos animais, Cohn-Haft chegou à conclusão de que eram espécies distintas. “Em geral, quando há uma diferença de voz, há uma diferença molecular”, afirma.

 

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Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia

Mario Cohn-Haft falou sobre os "sons da Amazônia" durante reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

A descoberta é uma reviravolta na catalogação das espécies amazônicas. Atualmente, há cerca de 1.300 pássaros conhecidos na região. Considerando as primeiras pesquisas já realizadas, que chegaram a desmembrar uma só espécie em oito novas, o pesquisador calcula que o número de passarinhos na Amazônia poderá chegar a 3.000.

“A previsão é de que mais que dobre o número de espécies sem que nenhuma nova espécie seja descoberta”, afirma, lembrando que os pássaros novos serão identificados a partir de animais já conhecidos.

 

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu ao final do texto.

 

A nova biodiversidade encontrada por Cohn-Haft está escondida principalmente em pássaros pequenos, que vivem em matas fechadas de terra firme. Para não confiar apenas nos ouvidos na hora de estabelecer a diferença entre os cantos dos animais, o pesquisador usa programas de computador que analisam a melodia emitida pelos bichos.

 

O cientista prevê que sejam necessários muitos anos para conseguir pesquisar mais de 1.700 novos tipos de aves. “O trabalho é caro e lento. Nossa grande preocupação é se o homem vai destruir em um ritmo mais rápido [essas novas espécies] do que estamos descobrindo”, alerta. 

 

Foto: Eletronorte/Divulgação

Ilustrações mostram o uirapuru e o garrincha-trovão, espécies já bem conhecidas. (Foto: Eletronorte/Divulgação)

Curiosidades sobre o canto dos pássaros
Para que serve o canto das aves?
A única coisa que se tem certeza, segundo Cohn-Haft, é que o canto significa “sou de tal espécie, e estou aqui”. Isso é importante para demarcar território e os animais saberem onde estão os seus semelhantes.
Por que há pássaros que imitam o canto de outros?
A hipótese mais aceita pelos cientistas é que, em algumas espécies, isso sirva para atrair o sexo oposto. Quanto melhor o imitador, mais ele atrai a atenção das fêmeas.
Os pássaros podem aprender cantos diferentes?
Sim. Se treinados desde pequenos, eles podem aprender melodias diferentes das que já cantam na natureza.
Há diferença entre cantos graves e agudos?
Em geral, os cantos graves conseguem se espalhar melhor na vegetação densa. Por isso, os pássaros de mata fechada tendem a cantar mais grosso, enquanto os de lugares abertos entoam melodias mais agudas.
Por que há pássaros em que o macho faz dueto com a fêmea?
O dueto serve como uma confirmação de presença e de território, como se dissessem “meu bem, estou aqui perto, no nosso quintal”.
Quando há várias espécies diferentes cantando ao mesmo tempo, existe alguma organização entre elas?
Sim. Eles cantam de forma a evitar que um som atrapalhe o outro, para que todos possam ser ouvidos.
É verdade que o canto do uirapuru é tão belo que a mata fica em silêncio para ouvir?
O uirapuru canta no meio do dia, quando outras espécies costumam estar em silêncio. Por isso surgiu a lenda.


Fonte: Globo Amazônia


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