jan
Depois de um ano marcado pela recuperação dos mercados fundamentada sobretudo na ação dos governos para aquecer a atividade econômica, em 2010, os lucros das empresas devem ser o principal catalisador do mercado de ações. A bolsa deve continuar a melhor opção no mercado de renda variável e, como sugere o consenso dos analistas, o retorno para os investidores pode ficar acima dos 25% neste ano. Para a corretora Socopa, por exemplo, o Ibovespa deve voltar a patamares pré-crise logo nos primeiros meses de 2010. E as principais apostas dos analistas estão em setores cíclicos, mais expostos à economia global, e que têm o maior potencial para se beneficiar com o crescimento esperado.
Dentre as empresas vistas com bons olhos, a Vale sem dúvida é a que chama a atenção. Os papéis da mineradora fazem parte de todas as carteiras recomendadas para janeiro que foram enviadas pelas corretoras ao Portal Exame. "O desempenho da Vale, está aquém de seu potencial há algum tempo, e isso chama a atenção porque há espaço para valorização", diz Fernando Siqueira, economista-chefe da Citi Corretora. O bom momento do setor tem muito a ver com o atual aquecimento da economia chinesa. Em dezembro, o país registrou seu nono mês consecutivo de expansão, o que aumenta a demanda por minério de ferro. Leonardo Alves, analista da Link Investimentos, estima que isso incentivará uma alta no preço à vista do minério, beneficiando a Vale. e empresas correlatas, como as siderúrgicas Gerdau e Usiminas.
Para Siqueira, da Citi Corretora, nos últimos meses, a performance na bolsa foi puxada mais pelo consumo doméstico do que pelas commodities, embora tenha havido alguma recuperação. Em 2009, empresas como a Petrobras, as siderúrgicas e as mineradoras tiveram desempenho pior do que a média da bolsa, mas à medida que o ciclo econômico avança e consolida o crescimento, começa a surgir um cenário positivo para estas empresas. Os volumes de produção estão melhores, e a recuperação dos preços das commodities segue este movimento. "Esse é o caso da Vale. A empresa recuperou volume, agora deve se recuperar também em relação ao preço do minério", diz.
Segundo William Alves, analista da XP investimentos, para o mês de janeiro, além das empresas ligadas à produção ou beneficiamento de commodities, as ligadas à economia doméstica também devem oferecer bons retornos. O analista acredita em uma realização de lucros no primeiro mês do ano, o que deve trazer à bolsa certa volatilidade. Portanto, ele recomenda aos investidores "acreditar nos setores ligados ao mercado doméstico, como o varejo, construção, civil, dentre outros".
Continuidade
O ano de 2009
terminou com um saldo positivo no que diz respeito à recuperação
econômica mundial depois da crise que abalou os mercados em 2008. As
grandes economias, como a americana, encontraram força para sair da
pior recessão do século, mas foi o desempenho dos países emergentes,
com suas políticas de incentivos, que surpreendeu o mundo pelos bons
resultados demonstrados. É nesse cenário que começa 2010.
Parece ser consenso entre os diversos blocos de países que a retirada precoce dos estímulos fiscais representa um risco para a economia. Portanto, a tendência é de continuidade nas políticas adotadas até agora, até que haja um grau de segurança mínimo sobre a sustentabilidade da recuperação. Assim, as perspectivas quanto à recuperação econômica em 2010 ainda são positivas, "sobretudo quando destacamos os principais países emergentes (Brasil, Índia e China), além dos EUA", diz relatório elaborado pelos analistas da corretora do HSBC. A expectativa dos economistas da corretora é de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça em torno de 5,6% no ano, impulsionado principalmente por setores como o de consumo doméstico.
Principalmente durante o primeiro semestre, enquanto ainda devem estar presentes os incentivos fiscais, o cenário econômico deve se manter favorável para os investimentos em ações, com juros baixos e boa liquidez – uma das principais peças da recuperação dos mercados em todo o mundo. No Brasil, os principais riscos contra essa tendência favorável têm a ver com a deterioração da percepção de mercado dos países quanto aos riscos da inflação, principalmente se houver desequilíbrio na dosagem dos estímulos do governo ao crescimento econômico.
A adoção de medidas de controle de capital também preocupa os analistas, pois poderia provocar uma redução no fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. Entretanto, o cenário é considerado improvável pelos analistas, que acreditam em um crescimento de mais de 50% na entrada de investimentos estrangeiros diretos no país em 2010.
Veja as carteiras de ações recomendadas por 11 corretoras para janeiro de 2010:
| Alpes (Win Trade) | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Petrobras | PETR4 | 53,00 | 36,69 | 44,45 |
| Vale | VALE5 | 52,50 | 42,20 | 24,41 |
| Lojas Americanas | LAME4 | 19,50 | 15,53 | 25,56 |
| Usiminas | USIM5 | 65,00 | 49,39 | 31,61 |
| TAM | TAMM4 | 55,00 | 38,21 | 43,94 |
| Alterações | ||||
| Entra: TAM | ||||
| Sai: Positivo | ||||
| Ágora | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Petrobras | PETR4 | 45,00 | 36,69 | 22,65 |
| BM&FBovespa | BVMF3 | 13,98 | 12,25 | 14,12 |
| Gerdau | GGBR4 | 43,22 | 29,14 | 48,32 |
| Vale | VALE3 | 68,19 | 49,50 | 37,76 |
| Daycoval | DAYC4 | 14,15 | 9,78 | 44,68 |
| Tractebel | TBLE3 | 31,67 | 21,53 | 47,10 |
| Lojas Americanas | LAME4 | 19,14 | 15,53 | 23,25 |
| Energias do Brasil | ENBR3 | Não Informado | 33,55 | |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 46,74 | 38,69 | 20,81 |
| Ambev | AMBV4 | 207,00 | 174,50 | 18,62 |
| Alterações | ||||
| Entra: Daycoval, Lojas Americanas, Ambev | ||||
| Sai: Sulamérica, Telesp | ||||
| Ativa | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Vale | VALE5 | Não Informado | 42,2 | |
| MPX | MPXE3 | Não Informado | 22,5 | |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | Não Informado | 38,69 | |
| Iochp Maxion | MYPK3 | Não Informado | 25,45 | |
| BR Malls | BRML3 | Não Informado | 20,90 | |
| Alterações | ||||
| Entra: Vale, MPX, Itaú-Unibanco, Iochp Maxion | ||||
| Sai: Tractebel, Bradesco, Weg, Tim | ||||
| Brascan | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Vale | VALE5 | 46,28 | 42,20 | 9,67 |
| Usiminas | USIM5 | 62,30 | 49,39 | 26,14 |
| Brasil Telecom | BRTO4 | 28,58 | 16,75 | 70,63 |
| Marfrig | MRFG3 | 26,25 | 19,12 | 37,29 |
| CPFL | CPFE3 | 40,28 | 35,31 | 14,08 |
| Cemig | CMIG4 | 36,85 | 31,60 | 16,61 |
| AmBev | AMBV4 | 175,00 | 174,50 | 0,29 |
| Rossi | RSID3 | 21,70 | 15,30 | 41,83 |
| MRV | MRVE3 | 18,60 | 14,10 | 31,91 |
| Marcopolo | POMO4 | 8,74 | 6,75 | 29,48 |
| Alterações | ||||
| Entra: Brasil Telecom, Marfrig, Rossi, Marcopolo | ||||
| Sai: MMX, Tele Norte Leste Participações, Suzano, PDG Realty | ||||
| Citi Corretora | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 54,75 | 38,69 | 41,51 |
| Telemar | TMAR5 | 70,00 | 62,21 | 12,52 |
| Tractebel | TBLE3 | 27,82 | 21,53 | 29,22 |
| Gerdau | GGBR4 | 32,00 | 29,14 | 9,81 |
| Tim Participações | TCSL4 | 6,00 | 5,12 | 17,19 |
| Vale | VALE5 | 48,75 | 42,2 | 15,52 |
| Cosan | CSAN3 | 29,00 | 25,6 | 13,28 |
| Localiza | RENT3 | 22,00 | 19,32 | 13,87 |
| Alterações | ||||
| Não houve alterações | ||||
| Geração Futuro | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Usiminas | USIM5 | Não Informado | 49,39 | |
| Banco do Brasil | BBAS3 | Não Informado | 27,9 | |
| Petrobras | PETR4 | Não Informado | 36,69 | |
| Taurus | FJTA4 | Não Informado | 6,34 | |
| Gerdau | GGBR4 | Não Informado | 29,14 | |
| VCP | VCPA3 | Não Informado | 24,3 | |
| Vale | VALE5 | Não Informado | 42,2 | |
| Randon | RAPT4 | Não Informado | 15,58 | |
| Guararapes | GUAR3 | Não Informado | 49,11 | |
| HSBC | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | Não informado | 38,69 | |
| ALL | ALLL11 | Não informado | 16,30 | |
| OGX | OGXP3 | Não informado | 17,10 | |
| Tractebel | TBLE3 | Não informado | 21,53 | |
| Lojas Americanas | LAME4 | Não informado | 15,53 | |
| Ambev | AMBV4 | Não informado | 174,50 | |
| Petrobras | PETR3 | Não informado | 41,65 | |
| Vale | VALE3 | Não informado | 42,20 | |
| Gerdau | GGBR4 | Não informado | 29,14 | |
| Alterações | ||||
| Entra: Itaú Unibanco, ALL, OGX, Tractebel | ||||
| Sai: CCR Rodovias, BM&FBovespa, Cesp | ||||
| Link | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Itaúsa | ITSA4 | 14,20 | 11,85 | 19,83 |
| AES Tietê | GETI3 | 24,40 | 17,20 | 41,86 |
| BM&Fbovespa | BVMF3 | 15,20 | 12,25 | 24,08 |
| BRFoods | BRFS3 | 57,00 | 45,37 | 25,63 |
| CCR | CCRO3 | 47,00 | 39,89 | 17,82 |
| Lojas Americanas | LAME4 | 17,50 | 15,53 | 12,69 |
| Oi | TNLP4 | 47,00 | 37,10 | 26,68 |
| Petrobras | PETR4 | 48,20 | 36,69 | 31,37 |
| Suzano | SUZB5 | 25,00 | 20,50 | 21,95 |
| Vale | VALE5 | 59,00 | 42,20 | 39,81 |
| Alterações | ||||
| Entra: AES Tietê, Oi, Vale | ||||
| Sai: Tractebel, TAM | ||||
| Socopa | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Bradesco | BBDC4 | Em revisão | 36,38 | |
| Cemig | CMIG4 | 40,00 | 31,60 | 26,58 |
| Lojas Renner | LREN3 | Em revisão | 39,30 | |
| TAM | TAMM4 | Em revisão | 38,21 | |
| Vale | VALE5 | Em revisão | 42,20 | |
| Alterações | ||||
| Entra: Lojas Renner, TAM, | ||||
| Sai: Cemig, Cremer, Petrobras | ||||
| Souza Barros | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 47,00 | 38,69 | 21,48 |
| Duratex | DTEX3 | 20,00 | 16,20 | 23,46 |
| OGX | OGXP3 | 22,58 | 17,10 | 32,05 |
| Vale | VALE5 | 55,00 | 42,20 | 30,33 |
| Petrobras | PETR4 | 51,00 | 36,69 | 39,00 |
| Alterações | ||||
| Entra: Vale, Duratex, OGX, Itaú-Unibanco | ||||
| Sai: Confab, Usiminas, Braskem, MMX | ||||
| XP Investimentos | ||||
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$)* | Potencial de alta (%) |
| Petrobras | PETR4 | Não informado | 36,69 | |
| Vale | VALE5 | Não informado | 42,2 | |
| Gerdau | GOAU4 | Não informado | 30 | |
| Ultrapar | UGPA4 | Não informado | 80,11 | |
| Tractebel | TBLE3 | Não informado | 21,53 | |
| Itausa | ITSA4 | Não informado | 11,85 | |
| BMF&Bovespa | BVMF3 | Não informado | 12,25 | |
| BRFoods | BRFS3 | Não informado | 45,37 | |
| Positivo | POSI3 | Não informado | 22,33 | |
| Eztec | EZTC3 | Não informado | 8,5 | |
| * Cotação de fechamento de 30 de dezembro de 2009 | ||||
| Fontes: corretoras | ||||
Fonte: Portal Exame
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SÃO PAULO - A carga tributária brasileira caiu 0,95% no primeiro
semestre deste ano, o que representa a uma arrecadação de impostos
correspondente a 36,04% do PIB no mesmo período, ante 36,99% do
primeiro semestre do ano anterior, aponta estudo do Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgado nesta
segunda-feira, 14. É a primeira queda de carga tributária do primeiro
semestre desde 2003.
E apesar da redução na carga tributária, surpreendentemente a arrecadação total teve leve aumento nominal de R$ 3,12 bilhões (0,60%), tendo sido arrecadados R$ 519,24 bilhões de tributos, contra R$ 516,13 bilhões no primeiro semestre de 2008, revelou o estudo. Cada brasileiro pagou R$ 2.711,22 de tributos no primeiro semestre de 2009. No ano, cada brasileiro pagará aproximadamente R$ 5.553,00.
Segundo o IBPT, de janeiro a junho de 2009, os tributos federais totalizaram R$ 350,11 bilhões (67,43%), os estaduais R$ 140,59 bilhões (27,08%) e os municipais R$ 28,55 bilhões (5,50). Dentre esses, os que tiveram crescimento nominal foram o INSS (R$ 9,59 bi), FGTS (R$ 2,68 bi), Imposto de Importação (R$ 0,32 bi), Imposto de Renda (R$ 0,15 bi) e FUNDAF (R$ 0,03 bi). Nominalmente, o tributo federal que apresentou maior queda foi a COFINS, com R$ 5,28 bilhões.
Combate à crise abateu R$ 7,92 bi da arrecadação federal
As medidas tributárias federais de combate à crise econômica resultaram numa queda nominal de arrecadação de R$ 7,92 bi (R$ 9,44 bi corrigidos pelo IPCA), sendo R$ 4,50 bi de IPI (R$ 5,38 bi corrigidos pelo IPCA), R$ 1,03 bi (R$ 1,50 bi corrigidos pelo IPCA) de IOF e R$ 2,39 bi (R$ 2,50 bi corrigidos pelo IPCA) de CIDE - Combustíveis.
"Houve crescimento nominal da arrecadação porque somente a União promoveu medidas de desoneração tributária. Os Estados nada fizeram para auxiliar a sociedade no combate à crise. O ICMS teve crescimento nominal de 2% e o IPVA de 16%", diz o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral. "O consumo das família segurou não somente uma queda maior do PIB, como também da arrecadação tributária", finalizou Amaral.
Fonte: O Estado de São Paulo
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O principal índice de ações da Europa atingiu o maior patamar de
fechamento em 11 meses nesta quarta-feira (9), com a firmeza dos
preços do petróleo impulsionando as ações do setor de energia,
enquanto o alemão Commerzbank conduziu os ganhos do segmento
financeiro.
O índice FTSEurofirst 300, referência das
principais bolsas europeias, subiu 1%, para 986 pontos,
alcançando o nível mais alto desde o início de outubro. O avanço
marcou a quarta sessão consecutiva de alta.
O indicador saltou 19% neste ano e acumula alta de
53% desde que atingiu a mínima recorde no começo de março, mas
ainda está cerca de 15% abaixo do nível visto antes do colapso
do Lehman Brothers um ano atrás, o que acelerou a crise global
de crédito.
Principais mercados
Entre os principais mercados, a Bolsa de Londres fechou em alta de 1,15%, ultrapassando pela primeira vez acima dos 5 mil pontos desde outubro de 2008. Em Frankfurt, a alta foi de 1,69%, e o índice passou dos 5,5 mil pontos. Pais teve ganhos de 1,27%, fechando no maior patamar desde o início do ano.
(Com informações da Reuters e da France Presse)
Fonte: Globo.com
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O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos ficou 1,0% menor no segundo
trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados
divulgados pelo Departamento do Comércio do país nesta quinta-feira
(27). Analistas esperavam uma queda maior, de 1,5%. No primeiro trimestre, a
queda havia ficado em 6,4%.
O dado, revisado,
confirma a primeira estimativa para a economia no período, divulgada no mês
passado. Os números ainda passarão por uma segunda revisão, que será
divulgada em 30 de setembro.
Foi o quarto trimestre consecutivo de
contração da maior economia mundial, na sequência mais longa de quedas
trimestrais do PIB na série oficial, que teve início em 1947.
Segundo o
Departamento do Comércio, a redução no PIB no segundo trimestre reflete
principalmente contribuições negativas de investimentos e consumo pessoal,
parcialmente compensados pela alta nos gastos públicos, tanto do governo federal
quanto estadual e local.
A indústria automotiva apareceu como dado
positivo no trimestre, acrescentando 0,20 ponto percentual ao resultado do PIB,
depois de ser responsável por 1,69 ponto da queda do trimestre anterior. Já as
vendas de computadores contribuíram negativamente, retirando 0,05 ponto do PIB
trimestral.
Fonte: Globo.com
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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) voltou a registrar deflação na
segunda prévia de agosto. O indicador, que é usado para calcular o reajuste da
maioria dos contratos de aluguel, variou -0,46%, numa queda mais acentuada que
registrada no mesmo período de julho, quando ficou em -0,27%, segundo a Fundação
Getulio Vargas (FGV).
Entre os componentes do IGP-M, o indicador que
aponta a variação dos preços do atacado foi o único a registrar deflação no
período. O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve variação de -0,78%,
acentuando a deflação de -0,56% registrada no mês anterior.
No corte por
estágios da produção, houve acentuação da deflação tanto entre os produtos
agropecuários, cuja taxa passou de -1,16% para -1,57% de julho para agosto,
quanto dos produtos industriais (de -0,37% para -0,52%).
Dos itens
pesquisados, as maiores influências de baixa vieram do minério de ferro, que
ficou em média 15,40% mais barato no período, e da soja, cujo preço caiu em
média 4,25%. Já as influências de alta mais significativas vieram da tarifa de
eletricidade residencial (2,06%) e do mamão papaya (20,82%).
Preços ao consumidor sobem menos
Na segunda prévia de agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
permaneceu com taxa positiva, de 0,10%, mas abaixo da variação de 0,25% do mês
anterior. As maiores contribuições para a desaceleração do IPC partiram dos
grupos alimentação, cuja taxa recuou de 0,33% para ‐0,25%, e vestuário (de 0,71%
para ‐0,30%).
Também ficaram menores as taxas dos grupos saúde e
cuidados pessoais (de 0,27% para 0,07%) e despesas diversas (de 0,18% para
‐0,10%). Em contrapartida, os grupos transportes (de 0,02% para 0,38%),
habitação (de 0,29% para 0,43%) eeducação, leitura e recreação (de ‐0,02% para
0,12%) apresentaram avanços em suas taxas de variação.
Terceiro
componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou,
no segundo decêndio de agosto, taxa de 0,20%, ante 0,33%, no segundo decêndio do
mês anterior.
Fonte: Globo.com
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ago
SÃO PAULO - A América Latina
entrou em uma fase de recuperação econômica. Conforme sondagem da Fundação
Getulio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo, o Índice de Clima
Econômico (ICE) da região atingiu 4 pontos em julho, depois de marcar 3,6 pontos
em abril e ficar em 2,9 pontos na abertura do ano, o menor nível da série
histórica, iniciada em 1990.
"O índice do clima econômico aponta uma
melhora na América Latina, mas a situação varia entre os países. Um grupo de
países se destaca por estarem em fase de recuperação (Brasil, Chile e Colômbia),
além de registraram aumento tanto no índice da situação atual, como no índice de
expectativas. Se confirmadas as expectativas, é possível que na próxima sondagem
o Brasil passe para a fase de expansão", conforme a pesquisa divulgada nesta
quarta-feira.
Em julho, o Brasil teve o segundo maior índice de clima
econômico da América Latina. O ICE do país situou-se em 5,5 pontos, contra 4,6
pontos de abril. O Peru registrou a melhor leitura - o indicador ficou em 6
pontos no mês passado, ante 5 pontos do estudo antecedente.
O ICE do
Chile foi de 4,3 pontos em abril para 5 pontos em julho. Na Argentina, o índice
partiu de 2 pontos para 3,3 pontos. No caso da Colômbia, o ICE registrou 3,8
pontos no mês passado, após os 3,2 pontos de abril.
Vale notar que, em
uma escala de 1 ponto a 9 pontos, marcações acima de 5 pontos indicam otimismo e
abaixo daquele número, pessimismo.
O ICE é formado por dois componentes,
o Índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE). Na América
Latina, o ISA teve pequena modificação, indo de 2,5 pontos em abril para 2,6
pontos em julho. O IE, por sua vez, subiu de 4,6 pontos para 5,4
pontos.
"A combinação de um ISA na zona de avaliação ruim com o IE
favorável leva a que a região saia da fase recessiva e entre na zona de
recuperação do relógio do ciclo econômico", destacou o
documento.
Fonte: Valor Online
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Categoria: Economia
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ago
A procura das empresas por crédito teve crescimento de 5,5% em julho, na
comparação com o mês anterior, segundo levantamento da Serasa. Foi a quinta alta
mensal consecutiva, levando a demanda por crédito de volta ao patamar de antes
da crise mundial.
“Tal resultado fez com que a quantidade de empresas
que buscaram crédito no país em julho superasse, pela primeira vez em 2009, o
patamar verificado em outubro do ano passado”, afirma a Serasa em nota.
Na comparação com julho do ano passado, no entanto, a busca por crédito
mostrou recuo de 2,2%. No acumulado dos primeiros sete meses de 2009, o recuo na
demanda das empresas por crédito foi de 6,1% em relação ao mesmo período de
2008.
Regiões
Por regiões, o maior crescimento na demanda das empresas por crédito foi
registrado no Nordeste, com elevação de 12,1% em relação ao mês anterior. Todas
as demais regiões, com exceção da região Sul, também registraram crescimento
mensal positivo em julho.
No acumulado anual, o Norte vem mantendo o
melhor desempenho dentre as demais regiões, registrando um recuo de 0,9% na
procura de suas empresas por crédito durante os primeiros sete meses de 2009. O
Sul, seguido pelo Sudeste, são as regiões onde as quedas acumuladas na procura
de suas empresas por crédito encontram-se entre as mais acentuadas.
Fonte: Globo.com
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ago
A companhia aérea TAM divulgou nesta sexta-feira (14) que teve lucro líquido de R$ 788,9 milhões no segundo trimestre, uma alta de 134% sobre o resultado positivo de R$ 337 milhões um ano antes.
A receita líquida da empresa totalizou R$ 2,298 bilhões, queda de 8,6% sobre o faturamento de R$ 2,514 bilhões um ano antes.
O Ebitdar, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e leasing de aviões somou R$ 191,5 milhões de abril a junho, com margem de 8,3%. Um ano atrás, o Ebitdar foi de R$ 318,1 milhões, com margem de 12,6%.
Desempenho
No mercado doméstico, a fatia de mercado da TAM ficou em 46,2%, com uma taxa de ocupação de 61,7%. A oferta doméstica teve aumento de 10,7%.
Já na operação internacional, a participação de mercado foi de 86,6%, com taxa de ocupação de 68,4%.
Fonte: Globo.com
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ago
SÃO PAULO - Apesar de dados econômicos frustrantes nos Estados Unidos, as bolsas europeias conseguiram manter o tom positivo, puxadas pela valorização no setor bancário da região. Indicadores apontando expansão das economias da Alemanha e França surpreenderam e também deram impulso às compras.
O FTSE-100, de Londres, encerrou com valorização de 0,82%, aos 4.755 pontos. Em Frankfurt, o DAX encerrou com ganho de 0,95%, para 5.401 pontos. O CAC-40, de Paris, terminou aos 3.524 pontos, com valorização de 0,49%.
Entre os bancos, destaque para as ações do UBS, que avançaram 3,09% e as do Credit Suisse ganharam 2,13% na bolsa suíça. Os papéis do HSBC tiveram alta 2,45% em Londres e os do Unicredit fecharam com valorização de 0,83%.
O Produto Interno Bruto (PIB) da França e da Alemanha mostraram expansão no segundo trimestre deste ano, em relação aos três meses anteriores, indicando que os países saíram da recessão antes do que era previsto pelo governo e pelo mercado. Na França, o PIB aumentou 0,3%, após quatro trimestres de retração. O PIB alemão registrou alta da mesma proporção, de 0,3% no período. Foi o primeiro avanço da economia desde o primeiro trimestre do ano passado.
Também houve alta no setor de mineração. As ações da Rio Tinto subiram 4,26% e as da BHP Billiton ganharam 2,50%. Os agentes repercutiram positivamente a avaliação do Federal Reserve (Fed) de que a economia americana está "nivelada", divulgada ontem após decisão sobre manutenção do juros.
As vendas no comércio dos Estados Unidos indicaram queda em julho, frustrando as expectativas de mercado. Além disso houve aumento dos pedidos de seguro-desemprego no país na semana passada. Ambas as notícias afetaram reduziram o ímpeto de alta nas bolsas da região, assim como em Wall Street.
(Valor Online, com agências internacionais)
Fonte: Globo.com
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As taxas de juros das operações de crédito tiveram em julho sua sexta queda mensal consecutiva, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa média para a pessoa física caiu de 7,26% em junho para 7,21%, a menor desde dezembro de 2007.
“A pesquisa deste mês demonstra o retorno das condições de crédito anteriores à
crise em setembro/2008, tanto no alongamento dos prazos dos financiamentos bem
como na redução dos juros das operações de crédito”, avalia em nota Miguel de
Oliveira, vice-presidente da Anefac.
De acordo com a pesquisa, das seis
linhas de crédito para a pessoa física pesquisadas, cinco viram as taxas médias
de juros recuarem entre junho e julho. No caso do cheque especial, a taxa média
caiu de 7,54% ao mês para 7,44%, a menor da série histórica da Anefac, iniciada
em 1995.
Tiveram queda ainda as taxas médias cobradas pelo comércio (de 6,06% para
6,04%), crédito direto ao consumidor (de 2,78% para 2,75%), empréstimo pessoal
em bancos (de 5,30% para 5,26%) e empréstimo pessoal em financeiras (de 11,17%
para 11,09%).
A taxa média de juros do cartão de crédito foi a única a
se manter estável na passagem de junho para julho, em 10,56% ao mês – a maior
desde julho de 2000.
Pessoa jurídica
O levantamento da Anefac mostrou ainda que houve redução das taxas médias de
juros cobradas em todas as linhas de crédito para as pessoas jurídicas
pesquisadas. A taxa média geral apresentou uma redução de 0,06 ponto percentual
no mês, passando de 4,12% ao mês em junho para 4,06% ao mês em julho. A taxa é a
menor desde dezembro de 2007.
Fonte: Globo.com
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